ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 15/09/2020
Vivemos hoje em uma sociedade movida pela publicidade, o que explica o fato de estarmos expostos a ela o tempo todo. Entretanto, quando a criança é o alvo de tal publicidade, estamos enfrentando um problema delicado, pois pelas crianças serem mais vuneráveis, é nessa faixa etária que os malefícios do consumo de propaganda são mais intensificados.
A neurologia moderna aponta que a formação do córtex pré-frontal, área no cérebro responsável pela tomada de decisões, só é finalizada no início da fase adulta. Dessa maneira, é biologicamente impossível que uma criança tenha a mesma capacidade de decidir que um adulto. Portanto, a criança está sujeita a se deixar impactar com mais facilidade pela publicidade, acreditando que precisa consumir algo que talvez não seja necessário e/ou benéfico para a mesma.
Além disso, uma forma de se relacionar com o mundo mediada principalmente pela propaganda tem efeitos nocivos no bem estar psicológico da criança. Isso pois, se uma criança não consome o objeto de desejo que a maioria das crianças com as quais ela se relaciona consomem, como por exemplo, um brinquedo específico, tal criança se sente deslocada socialmente. E esse deslocamento pode levar à situações de constrangimento social e até mesmo, em alguns casos mais extremos, à depressão.
Dessa maneira, se faz necessário uma maior regulação da publicidade infantil no Brasil. Como primeira medida, é necessário que o Congresso Nacional aprove uma lei que proíba a publicidade infantil, seguindo os exemplos de países com IDH elevado como Canadá e Noruega. Além disso, as escolas, através de seus psicólogos e pedagogos, devem fazer palestras para crianças e pais demonstrando os benefícios de um consumo consciente, onde o objetivo é o bem estar daquele que consumo e não a adequação a um padrão de consumo muitas vezes irreal e fútil.