ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 27/09/2020

O advento da tecnologia possibilitou uma maior interação dos indivíduos com os meios de comunicações, sendo os principais os celulares e as televisões. Nesse cenário, as empresas passaram a utilizar a mídia como seu principal meio de divulgação, o que culminou em um dos principais desafios atualmente: os impactos da publicidade infantil na vida das crianças. Assim, analisar as causas e consequências dessa problemática é fundamental para elaborar medidas que protejam os menores da persuasão das empresas juntamente com a influência midiática.

Em primeiro plano, é necessário analisar os motivos pelos quais diversos setores da sociedade passaram a utilizar a publicidade infantil em seus negócios. Sob essa perspectiva, as indústrias, baseada nos ideais do capitalismo, passaram a visar cada vez mais o lucro e, dessa forma, estão sempre procurando novos públicos para comercializar seus produtos. Isso fez com que as crianças se tornassem um dos principais alvos, visto que a maioria dos pais tendem a ceder e realizar seus desejos, seja eles de brinquedos, jogos, desenhos ou até alimentos. Um exemplo disso é a rede do Mc Donald, na qual insere brinquedos aos lanches, no intuito de influenciar as crianças a desejarem seus produtos.

Outrossim, é válido destacar as inúmeras consequências das publicidades voltadas para o público infantil. Atualmente, as crianças estão voltadas cada vez mais para a internet e isso faz com que eles tenham acesso às propagandas de brinquedos, muitas vezes, de personagens de desenhos conhecidos, o que acarreta, desde cedo, o desenvolvimento do hábito de consumismo. Ademais, setores alimentícios que influenciam a compra, por meio de brindes inseridos aos seus produtos como ovos de páscoa e Kinder Ovo, fazem com que as crianças tenham acesso aos alimentos altamente calóricos, o que pode gerar diabetes, obesidade infantil entre outros.

Portanto, a publicidade infantil é um desafio para o país atualmente, visto que acarreta inúmeros impactos negativos na vida da criança. Para tanto, cabe ao governo, por intermédio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECRIAD), elaborar medidas que proíbem as empresas a persuadir as crianças com a utilização de publicidades a consumirem seus produtos, principalmente as do ramo alimentício, no intuito de preservar a saúde dos menores. Além disso, é papel da família educar seus filhos e controlar seus desejos desde pequenos, por meio de informações graduais do mundo exterior, no intuito deles desenvolverem o senso crítico e compreenderem as necessidades reais sobre o que comprar e por que comprar. Somente assim, será possível preservar as crianças da publicidade infantil.