ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 24/10/2020

O ‘‘Eudemonismo’’ é uma doutrina ética, proposta pelo filósofo Aristóteles, que afirma ser a felicidade a causa final dos atos humanos. No entanto, no Brasil, tal finalidade tem sido barrada pelos problemas evocados pela publicidade infantil. Entre eles, há o consumismo entre crianças, ademais, tal cenário é fruto da baixa atuação estatal na contenção da problemática.

Em primeiro plano, é importante destacar que com o advento das redes sociais se tornou mais fácil para empresas atingirem o público alvo de seus produtos. Um exemplo disso se concentra no Youtube, como o que ocorreu com a empresa Disney que fez parceria com o youtuber Lucas Neto (muito popular entre crianças) para divulgar seus produtos infantis no canal do mesmo, por intermédio do influenciador, atingindo diretamente o público que queria: as crianças. Como consequência da grande exposição de menores à publicidades (seja na televisão, na internet e até mesmo em comida), os mais novos acabam sendo influenciados pelos recursos apelativos que as empresas fazem para atraí-las - como o uso de personagens em comerciais - e, consequentemente, acreditam que adquirir os produtos exibidos irão deixá-los mais felizes, já que, ainda não possuem juízos morais fortes o suficiente para entender se o que dizem nas publicidades é verdade ou não. Sendo assim, as empresas aproveitam-se da inocência dos menores e os inserem como sendo mais um nicho de consumidor, tornando os inocentes em consumistas.

Em segundo plano, é necessário destacar que tal problemática deriva da baixa atuação estatal para contê-la. Devido à falta de atuação governamental segue a falta de efetiva fiscalização de publicidades infantis, sendo assim, as crianças continuam à mercê de empresas que usurpam a ingenuidade dos pequenos. Analogamente, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, declara ser dever do Estado garantir a harmonia social, já que, segundo ele, o homem é mau por natureza, logo, precisa de intervenção estatal para inibir seu estado natural.

Portanto, é mister que o Estado produza medidas que atenuem o avanço da adversidade no cenário brasileiro. Logo, o Ministério da Justiça deve, por meio de capital fornecido pelo Tribunal de Contas da União, aumentar a fiscalização e barrar publicidades infantis apelativas para inibir o avanço de um consumismo tão precoce entre os mais novos. Assim, será possível reverter esse quadro negativo e atingir o eudemonismo aristotélico: a felicidade.