ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 29/10/2020
Desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao refletir a respeito da publicidade infantil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da ineficácia das leis contra a publicidade infantil, acarretando em consequências ao desenvolvimento da criança. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
princípio, torna-se possível perceber que no Brasil as leis contra a publicidade infantil não conseguem suprir as demandas da atualidade. Diante disso, a CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, é responsável pela fiscalização das leis contra a publicidade infantil na televisão. Porém, a organização não tem suporte necessário para a fiscalização de tais leis, contribuindo para que ainda ocorra muitos anúncios indevidos na televisão e internet. De maneira análoga, o mundo globalizado trouxe diversas mudanças, por exemplo a publicidade velada, a qual muitos criadores de conteúdo recebem dinheiro para falar sobre determinado produto, no entanto não sinalizam que é publicidade. Portanto, enganando consumidores e desacatando as leis.
Desse modo, a influência das propagandas na vida das crianças são inúmeras, dentre elas a obesidade infantil é a mais preocupante. A vista disso, nota-se de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões, a matéria aponta que isso está diretamente ligado ao crescimento exponencial da internet. Desse modo a publicidade infantil induz ao consumismo, visto que as crianças são expostas desde muito cedo as tecnologias, contribuindo para o sedentarismo e a má nutrição. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para o desenvolvimento psicossocial e a saúde, uma vez que a obesidade traz diversas doenças cardiovasculares, o desenvolvimento motor e social pode ser comprometido.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que a CONAR estabeleça multas para empresas e criadores de conteúdo que estejam indo contra as leis, de modo que percebam que a publicidade velada não é aceita, com a finalidade de que cada vez mais a publicidade infantil seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos e nutricionistas que discutam o combate a obesidade infantil e consumismo causado pela publicidade excessiva, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.