ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 30/10/2020

Desde os processos denominados Revoluções Industriais, o mundo tem priorizado produtos e mercados em detrimento de valores humanos essenciais. Ao refletir a respeito da publicidade infantil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da ineficácia das leis contra a publicidade infantil, acarretando em consequências ao desenvolvimento da criança. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber que no Brasil as leis contra a publicidade infantil não conseguem suprir as demandas da atualidade. Diante disso, o CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, é responsável pela fiscalização das leis contra a publicidade infantil na televisão. Porém, a organização não tem suporte necessário para a fiscalização de tais leis, contribuindo para que ainda sejam transmitidos muitos anúncios indevidos na televisão e internet. De maneira análoga, de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) os governos não conseguem acompanhar a revolução digital e de como as pessoas consomem mídia.

Desse modo, a influência das propagandas na vida das crianças são inúmeros, dentre elas a obesidade infantil é a mais preocupante. A vista disso, segundo a OMS estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. Desse modo a publicidade infantil induz ao consumismo, visto que as crianças são expostas desde muito cedo ás tecnologias, contribuindo para o sedentarismo e a má nutrição. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para o desenvolvimento psicossocial e a saúde, uma vez que a obesidade traz diversas doenças cardiovasculares, o desenvolvimento motor e social pode ser comprometido. Em suma, um estudo do The Economist Intelligence Unit (EIU) estimou que com a proibição da publicidade infantil a população se tornaria mais saudável, física e psicologicamente.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que a CONAR estabeleça multas para empresas e criadores de conteúdo que estejam indo contra as leis, com a ajuda de agentes e fiscais nas mídias sociais, de modo que haja melhor fiscalização das leis, com a finalidade de que cada vez mais a publicidade infantil seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos e nutricionistas que discutam o combate à obesidade infantil e as consequências das propagandas infantis, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.