ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 19/11/2020
Em novembro de 2020, Titi, a filha adotiva do casal de atores Giovana Ewbank e Bruno Gagliasso, estampou pela primeira vez uma capa de revista. No Brasil, é comum que crianças de variadas idades, anônimas ou famosas, estejam presentes no universo publicitário, incitando o debate sobre os limites da exposição infantil e a autonomia de tais crianças.
Inicialmente, podemos concordar que a venda da imagem de um menor de idade, concretiza-se apenas com a autorização de um responsável, tendo em vista que alguém de pouca idade ainda não possui autonomia para decidir por si só. É problemático porém, quando um filho ou filha é forçado ou coagido pelos pais a encenar propagandas contra sua própria vontade, uma vez que este ato irresponsável pode vir a causar graves consequências a vítima. Consequências estas que incluem perca de liberdade pessoal e conflitos familiares.
A exposição infantil tende a crescer constantemente, uma vez que esta faixa etária está cada vez mais conectada a internet, meio onde é comum a divulgação de informações pessoais. É também na internet onde são veiculas inúmeras campanhas publicitárias, muitas delas envolvendo crianças. Entretanto, quando um menor é exposto exacerbadamente, este pode não saber lidar com os desdobramentos de tal exposição (como julgamentos e comentários negativos nas redes sociais), o que poderá gerar conturbações piscicológicas.
Portanto, é de grande necessidade que o governo brasileiro tome medidas urgentes para resolver a problemática; com desenvolvimento de campanhas de conscientização de pais e responsáveis, e propagação de dados sobre tal assunto, bem como pesquisas na área, através de meios de comunicação, como internet e televisão, a fim de que a exposição infantil não ultrapasse o indesejado e a vontade paterna de forma nenhuma prejudique o indivíduo.