ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 26/11/2020

O Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR) é o órgão brasileiro responsável por fiscalizar as propagandas exibidas na mídia. Todavia, esse sistema não é suficiente para garantir tal finalidade, pois muitas propagandas são apelativas e manipulam o comportamento das crianças -público mais acessível a influências. Tal realidade advém da negligência do Estado que se mostra indiferente no que se concerne a publicidade infantil no país. Assim, dentre outros fatores que corroboram essa vicissitude, cabe citar a alienação das crianças e estímulo ao consumismo.

Vale ressaltar, a princípio, que há muitos comerciais nesse nicho que ainda são transmitidos em sites e canais de televisão por assinatura, dessa forma essas propagandas são menos fiscalizadas. Segundo o sociólogo Max Weber“ A economia é a base da sociedade”. Sendo assim, a mentalidade capitalista também é um entrave, pois a CONAR e o Governo se beneficiam dos lucros obtidos pelas vendas e não alertam a população brasileira acerca dessa problemática. Logo, a regulamentação é controlada pelos interesses financeiros e as propagandas não são devidamente fiscalizadas.

Além disso, é pertinente ressaltar que o público mais novo é um facilmente persuadido pela mídia. Dessa forma, as empresas publicitariam se beneficiam desse aspecto e investem pesadamente em propagandas que relacionam personagens de desenhos animados ou ícones infantis ao produto que está sendo vendido. Isso posto, o conceito de “Mortificação do Eu” consoante ao sociólogo Evering Goffman faz um paralelo em relação às consequências, em que as pessoas perdem o pensamento individual a partir da manipulação oriunda de estímulo midiáticos. Analogamente, as crianças expostas a conteúdos publicitários são facilmente alienadas e influenciadas a serem altamente consumistas.

Infere-se, portanto, a importância em orientar os brasileiros acerca da problemática supracitada. Logo, é dever do Estado, em parceria com a mídia, proibir propagandas abusivas e revigorar as leis de proteção as crianças — censurando e multando comerciais e empresas que desrespeitem a ingenuidade infantil — por meio de investimentos em fiscalizações em todos os canais de comunicação. Essa iniciativa tem como objetivo defender e distanciar os menores aos conteúdos publicitários exibidos indiscriminadamente nas mídias.