ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 27/11/2020

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo foi dividido, tanto físico, com a construção do Muro de Berlim, quanto ideológico, entre o bloco capitalista e o socialista. Teve início, então, uma intensa difusão de propaganda política de ambos os lados, que visavam uma maior aceitação de seus sistemas socioeconômicos, sendo vitorioso nesse conflito, o capitalismo. Nesse modelo, há o acúmulo de capital e a presença de um público-alvo, a sociedade consumista. Assim, deve-se discutir a publicidade infantil, já que suas implicações são extremamente prejudiciais à criança.

Em início, é importante ressaltar que, segundo o Conselho Federal de Psicologia, crianças de até 12 anos não sabem diferenciar o real da fantasia, sendo elas aptas à propagandas abusivas. No livro “Admirável Mundo Novo”, por exemplo, as crianças são ensinadas a terem comportamentos de consumismo descontrolado em relação a atividades desmonetizadas, como a prática de esportes e a leitura. Dessa forma, criou-se uma sociedade com falta de senso crítico, cujos habitantes descartam o que é velho e compram compulsoriamente, com o intuito de preencher suas existências.

Ademais, a publicidade infantil causa problemas físicos e psicológicos que interferem no bem-estar da criança. As redes de fast-food, por exemplo, vendem seus lanches junto com brindes, que, remetendo ao universo infantil, induzem as crianças à compra e ao consumo de alimentos prejudiciais que tem papel significativo no surgimento de doenças, como a obesidade. Já em relação ao psicológico das crianças, é comum que elas peçam brinquedos iguais aos de seus amigos, uma vez que, caso não os tenham, são vítimas de exclusão social e constrangimento.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, junto com as famílias, ensine sobre o senso crítico para as crianças, por meio da implementação, em escolas e na vida cotidiana, de matérias relacionadas ao controle financeiro com jogos interativos e lúdicos. Assim, será possível instruir a criança em criticar sobre o que é necessário e o que é opcional.