ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 01/12/2020
O século XXI é marcado pela internet, que revolucionou o mundo, uma vez que o acesso a informações é mais rápido. Entretanto, a tecnologia também facilitou o uso inadequado, por parte dos publicitários, das propagandas infantis em questão no Brasil, já que a má influência midiática somada à falta de conhecimento das crianças sobre o assunto agravam essa problemática.
Nessa perspectiva, de acordo com a executiva Andressa Pellanda, por meio da manipulação midiática muitas crianças almejam produtos que não são essenciais para elas. Seguindo essa lógica, Pierre Bordieu citava que o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismos de opressão. Logo, é valido concluir que as propagandas voltadas para o público infantil são opressivas, tendo em vista que várias crianças desejam os itens porque procuram uma felicidade inexistente, criada nos comercias para atraí-las, o que é antidemocrático ao torná-las necessitadas dos objetos para sentirem-se falsamente felizes.
Por conseguinte, a inocência infantil diante dos anúncios é consequência direta da ausência de uma aprendizagem voltada para esse público sobre a eloquência das publicidades, segundo o estudioso Silva Vasconcelos. Diante disso, é válido saber que, no país, todas as propagandas aprovadas passam somente por uma autorregulamentação – quando o Governo aprova as normas feitas pelo próprio setor publicitário. Em decorrência disso, as crianças estão mais expostas a propagandas abusivas, o que torna urgente o conhecimento delas sobre a persuasão dos anúncios, as tornando preparadas para julgarem o que é realmente necessário em suas vidas.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar a situação. Para isso, urge que o Ministério da Educação forneça ao público infantil palestras sobre as propagandas, por meio de aulas extras, em escolas públicas e privadas, a fim de orientá-las sobre o útil e o fútil, para que elas entendam como funcionam os anúncios. Além disso, cabe ao Estado criar leis que inibam o uso exacerbado de persuasão nas publicidades. Somente assim, o país se encaixará mais na ideologia do filósofo Pierre Bordieu. democráticos.