ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 05/12/2020
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu para nenhuma criatura o legado de nossa miséria. Talvez hoje, ele percebesse sua acertada decisão, pois crianças são alvos de ações ardilosas por empresas com o propósito de lucrar usando a manipulação do grupo mais tenro, como também pais negligentes atenuam ainda mais esses casos. Portanto, urge que a mídia em parceria com o Governo Federal venha resolver esse problema cotidiano.
Em Primeira análise, é válido entender o sistema econômico vigente. De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, o príncipe deve usar de qualquer meio, modo ou finalidade para obter aquilo que desejar. Nesse viés, fora do mundo literal, empresas utilizam-se dessa estratégia para continuar lucrando. Consequentemente e dessa forma, o público infantil torna-se alvo fácil, por ainda não terem desenvolvido o devido discernimento e pensamento crítico. Como exemplo, a “MCDonalds”, empresa do ramo alimentício, acaba atraindo crianças com o seu produto “McLanche feliz” ,nos pequeninos, emergi o desejo de obterem o produto, não pelo alimento e sim pelo brinde que é mostrado na propaganda comercial. Nesse contexto, os pais devem fiscalizar suas crianças e também ensina-los para maior lucidez.
Por esse motivo, é importante analisar os comportamentos dos pais. Em sincronia com a sociedade do cansaço, teoria do filósofo Byung-Chul Han, os indivíduos vivem sobre um julgo de extrema produtividade e demanda. Sobre essa ótica, os responsáveis dos menores, por muitas vezes, para recompensarem as suas ausências acabam presenteando os mirins com celulares, computadores e permitindo maior tempo de lazer frente a televisão. De outro modo, não monitorando os seus filhos, a consequência disso é eles serem persuadidos pelas fortes apelações comerciais midiáticas.
Em conclusão, para mitigar ações maliciosas no público infantil, a (CONADA), órgão protetor dos direitos das crianças, por meio de um projeto de lei, deve propor o fim da publicidade infantil com personagens de desenhos e criar uma banca avaliativa para os comerciais, como também as mídias, “Instagram e Facebook” do Governo e junto com os jornais privados que atuam em horário nobre, deve enfatizar os perigos aos pais com a exposição dos filhos sobre as propagandas de cunho maliciosos, cabendo aos pais, ensinar os seus filhos com o fito de alcançar lucidez, para que quem sabe assim o Cubas possa se orgulhar.