ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 12/12/2020
Na obra “O mundo de Sofia”, feita pelo escritor Jostein Gaarder, a protagonista Sofia, recebia constantemente cartas de um anônimo que tentava convencê-la a fazer um curso de filosofia. Saindo da ficção e indo para a realidade, é notório que hoje inúmeras crianças assim como Sofia vem sendo influenciadas por meio das propagandas publicitárias. Desse modo, é importante discutir a problemática da manipulação infantil por meio do marketing e como isso influencia na formação moral do jovem brasileiro.
De início, é válido pontuar que é evidente que o apelo consumista da publicidade para menores de idade no Brasil é desleal. Isso porque tais textos são escritos por adultos formados e especializados na área de convencer o consumidor a comprar determinado produto, e isso se torna uma problemática quando o público alvo são crianças, grupo facilmente manipulado. Essa questão piora pelo fato do Brasil ser um dos países que não tem leis que limitam esse tipo de persuasão segundo uma pesquisa feita pela OMS e CONAR.
Ademais, é perceptível que a publicidade instiga o consumismo e influencia diretamente na formação moral do jovem. Já que o marketing deliberado na tv e internet é tão presente que gera valores materialistas nas crianças. Além disso, a propaganda tem poder no universo de jovens pobres, uma vez que, são constantemente bombardeados por divulgação de produtos que não podem ter, então o roubo e furto viram uma realidade. Esse problema pode ser comprovado com o levantamento anual do SINASE o qual mostra que com 49% roubo e furto são as principais causas das medidas de privação de liberdade entre menores de idade.
Desse modo, com o intuito de atenuar o consumismo materialista, é necessário que o CONAR, que é um órgão responsável por essas fiscalizações publicitárias, reduza o número de propagandas com poder de persuasão nas crianças, por meio de uma sugestão legislativa, em forma de projeto de lei, o qual tenha a proibição de propagandas em horários comerciais e para determinadas faixas etárias, além de fiscalizar com rigor as propagandas destinadas ao público adolescente. Isso tudo deve ser feito a fim de diminuir a manipulação infantil e atenuar a perturbação sofrida pelos jovens de classes inferiores.