ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 21/12/2020

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Entretanto, o que hoje se vê no cenário brasileiro é o desleixo para com a sustentabilidade de consumo, em especial ao público infantil, que recebe informações e anúncios dos quais ainda não tem poder de compreende-los. Quanto às causas, pode-se apontar pelo menos dois fatores que contribuem para a ocorrência de tais práticas: a deficiência educacional e a insuficiência legislativa.

De início, sobre a educação, sabe-se que ela é um dos principais fatores na economia de um país. Atualmente ocupando a décima-segunda posição na economia mundial, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido nos excessos e indevidos apelos direcionados ao público infantil, pois, como cita o filósofo Immanuel Kant: “O homem não é nada alem daquilo que a educação faz dele”. Diante disso, é fundamental para atingir o consumo saudável a melhoria do conteúdo/sistema de ensino popular.

Ademais, faz-se relevante, ainda, salientar a insuficiência legislativa, ou seja, ausência  de leis e/ou falhas em suas aplicações como impulsionadora do problema, visto que, uma pesquisa realizada pela BBC News, em Janeiro de 2020, afirma que cerca de 78% do público infantil ainda não possui entendimento suficiente para diferenciar ou que é ou não necessário adquirir/consumir. Além disso, a falta de leis que impeçam mercados e indústrias criem mecanismos de persuasão direcionados a crianças corrobora para a continuação dessas indevidas publicidades.

Desse modo, sendo a deficiência educacional e a insuficiência legislativa grandes responsáveis pelas nocivas práticas de publicidade voltadas ao público infanto-juvenil, medidas para o contorno dessa problemática podem ser, por exemplo, inclusão de disciplinas para o auto-conhecimento na grade estudantil, além da criação de leis que vetem a possibilidade de direcionar propagandas a crianças. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parceria entre o Ministério da Educação e o Poder Legislativo, que por meio de diálogos devem estabelecer planos e medidas para o combate desses abusos sociais. Nesse sentido, o intuito de tais ações é proteger a população infantil, assegurando a devida e saudável qualidade de vida.