ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 29/12/2020
A publicidade infantil pode ser compreendida como um fenômeno complexo com diversos níveis de funcionamento e formas de manifestação. Desde já faz-se necessário dar uma métrica ao escopo de observação que transitará pelo prisma de três instâncias diferentes de análise: econômico, ético e social. No plano econômico observamos um cenário diverso e competitivo na indústria publicitária. Compreendemos naturalmente que a facilidade contemporânea de produção e divulgação de conteúdo publicitário tem como origem, também, a massificação da utilização do aparelho celular para crianças e pré-adolescentes. As vastas possibilidades de um computador pessoal aliadas a criatividade destes jovens são os dois elementos chave desta reação química que forma este grande mercado em ascenção na cultura internacional. Plataformas como o Instagram e Facebook são utilizadas como ferramenta de trabalho por pequenos empreendedores que buscam divulgar roupas, jóias, serviços, promoções e outros produtos comuns. O movimento deste mercado ainda é desconhecido, porém já é possível assinalar muitas de suas problemáticas e de seus riscos a saúde, bem estar e desenvolvimento sadio destes jovens. O discernimento de um jovem adulto de 20 anos de idade é superior a compreensão de uma criança de 5 anos, o que leva a questão filosófica sobre a liberdade do ser humano e como ela deve ser preservada até que a idade correta propicie o discernimento para que o homem decida o que deve e pode ser feito de si e concomitantemente de sua imagem. É um debate que remonta milênios de existência humana a academia de Platão, o ginásio grego, a formação helenística. É indispensável pensar sobre os riscos da exposição online que pode culminar em pedofilia, um gigantesco problema que tem feito cada vez mais vítimas no mundo inteiro e que começa quando a criança está desassistida na frente de um computador ou quando tem livre acesso a um aparelho celular conectado a internet.
Em suma, as problemáticas concernentes a exposição da imagem da criança devem necessariamente passar pelas resoluções provenientes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, para que os jovens autorizados pelos pais a utilizarem a sua imagem de maneira pública o façam de forma segura. Isto requer novas tecnologias de programação no ambiente virtual para que sejam identificadas situações e usuários que configuram ameaça aos direitos das crianças. Exige, também, que os pais fomentem uma cultura de observar o comportamento virtual desses jovens afim de protegê-los dos riscos desta prática. Nesse sentido, esta reeducação pode ser planejada e aplicada a sociedade de massa por meio de palestras e oficinas nas repartições públicas no nível municipal.