ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 26/05/2021
De acordo com a teoria, da tábula rasa do filósofo, John Lock “Todas as pessoas nascem sem algum conhecimento, e todo o processo de saber e agir é aprendido através da experiência”. Em análogo a teoria, percebe-se que as empresas publicitárias, se aproveitam da ingenuidade e a falta de senso crítico das crianças, e impõem propagandas para persuadir ao consumo, criando a necessidade de que para atingir a felicidade o jovem deve adquirir tal produto. Diante dessa alienação mascarada, cabe ao governo brasileiro garantir a proteção dos pequenos, entretanto, o sistema é falho, deixando de agir com maior rigor às propagandas voltadas ao público infantil.
Em primeira análise, cabe ressaltar que para as empresas a publicidade é a alma dos negócios, o pilar para divulgação do consumismo. É fato, que com o decorrer dos anos os meios de comunicação se tornaram fortes aliados das propagandas, entretanto, a mídia abusa de tal poder persuadindo os pequenos de forma repulsiva, fazendo apelos ao uso de personagens animados, linguagem infantil entre outros, a fim de ludibriar, haja visto, que estes não possuem senso crítico para julgar. Dessa forma, as empresas transmitem a sensação de prazer momentâneo, refletindo a teoria do filósofo Epicuro, no qual, a felicidade eo praze resulta da satisfação dos desejos, criando a necessidade para adquirir tal produto.
Diante desse cenário, é dever do estado brasileiro garantir a segurança da criança, nesse contexto, o Congresso Nacional aprovou em abril de 2014, uma resolução que considera abusiva a publicidade infantil, emitida pelo Conselho Nacional de Direitos Criança e do adolecente (Conanda). No entanto, a lei fica restrita ao campo teórico, devido a fraca imposição do governo frente a mídia capitalista que se aproveita da alienação dos jovens. Dessa forma, é inquesionável que o governo requer medidas urgentes para romper com as amarras do consumo desnecessário voltada ao público infantil.
Portanto, é indubitável que o governo necessita de medidas urgentes para contornar tal situação. Logo, este junto a Conanda, devem impor com maior rigor a fiscalização da proibição de propagandas infantis, principalmente nos aplicativos de entreterimentos, por exemplo o Yotuber, utilizado por influenciadores e empresas para driblar as leis. Ademais, o governo por meio da mídia, deve realizar propagandas para consientizar os pais, a respeito do malefício das propagandas, a fim de que os responsáveis posam filtrar o conteúdo dos filhos e lhes ensinar oque está por trás da divulgação de produtos, só assim ele se tornará o consumidor do futuro, ciente de suas necessidades reais.