ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 09/01/2021
No filme “Os delírios de consumo de back bloom”, a personagem, ao ver propagandas e sentir a nescessidade de consumir o produto em busca da felicidade, revela ter transtorno compulsivo. Fora da ficção, na realidade brasileira, por não haver responsabilidade do país quanto à exposição excessiva dos jovens à divulgação de produtos, esta compulção pela compra é instigada desde criança na população. O que agrava o consumismo desenfreado no Brasil, e reverte valores sociais.
Essa problemática já foi amenizada em algumas nações da Europa, que regulamentam o que, e quando, expor ao público infântil. No entanto, no Brasil, as entidades governamentais responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes, ainda não se posicionaram quanto ao assunto. Abrindo márgem para que as empresas possam bombardear de propagandas todas as faixas étarias da maneira que quiserem, podendo levar os cidadãos a um conflíto econômico-social.
A exemplo, o Papa Bento, alertou seus fiéis para a “contaminação do Natal”, pois segundo ele, as novas gerações, por influência das mídias, agora entendem que o sentido feliz desta data é consequência, unicamente, da aquisição de brinquedos. Tal fenômeno não acontece apenas em comemorações exporádicas, mas também, no cotidiano da população. Sendo assim, a publicidade infantil gera transtornos graves à saúde psicológia de crianças, principalmente n’aquelas que não dispões de muitos recursos financeiros destinados ao consumo, que passam a acreditar que a felicidade está na aquisição de produtos.
Diante disso, Cabe ao Estado a responsabilidade de proteger a infância da influência midiática, por meio do sancionamento de leis que regulem a liberdade das empresas quanto às propagandas voltadas ao público infantil, impondo limites de faixa etária à conteúdos tendenciosos. Para assim, frear a manipulação de valores sociais na população brasileira, como uma das formas de evitar uma futura nação com transtornos compulsivos.