ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 27/02/2021

Primeiramente, é necessário destacar que a publicidade infantil tem forte influência sobre as crianças e isso é de extremo perigo, pois nessa idade o ser humano é facilmente persuadido. Nesse sentido, pode-se observar que, no decorrer da história e na evolução do liberalismo econômico, grandes empresas utilizaram da influência que os desenhos animados exercem sobre seus telespectadores para lucrar. Dessa forma, compreende-se que existe uma perversa lógica de lucro por trás da indústria da publicidade infantil.

Em primeira análise, entende-se que a persuasão do marketing por parte do público infantil acontece principalmente através das indústrias alimentícia, de roupas e de brinquedos. Nesse contexto, pode-se observar a rede de ‘’fast food’’ Mcdonald ’s, que lucra em cima de desenhos animados por meio de ‘‘brindes’’ em seus lanches. Assim, pode-se concluir que as grandes empresas usufruem da fama dos desenhos animados para manipular e explorar o público infantil.

Outrossim, analisa-se também os muitos desenhos animados que fizeram parcerias com empresas. Entre eles, a Nintendo, que fez acordo com a famosa loja ‘‘fast fashion’’ Forever 21, lançando uma coleção inspirada em seus jogos mais famosos. Ainda é imperativo ressaltar a afirmação do sociólogo Émile Durkheim, que diz que o indivíduo é fruto do meio em que se vive. Desse modo, é fato que a indústria da publicidade é irresponsável e antiética ao bombardear crianças e jovens com propagandas tendenciosas e ao fazerem parcerias com empresas que, muitas vezes, comercializam mercadorias de qualidade questionável.

Nesse contexto, é evidente que a indústria da publicidade infantil deve ser freada. Portanto, para solucionar essa problemática, o Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, deve obrigar as escolas a informarem as crianças desde pequenas a respeito do objetivo das propagandas, a fim de evitar que sejam manipuladas. Além disso, o Governo Federal, em parceria com o Congresso Nacional, por meio de deputados e senadores, deve promover uma maior regulação na quantidade e no conteúdo de comerciais transmitidos, objetivando que o apelo infantil nas propagandas seja minimizado. Dessa maneira, pode-se evitar que a indústria publicitária explore a inocência de seu público e os torne consumistas desde o início da vida. Somente assim, a publicidade infantil se tornará menos maléfica.