ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 08/03/2021
A partir do advento da Revolução técnico-científica-informacional e, consequentemente, sua difusão entre os diversos setores sociais, observou-se o surgimento da Internet como novo vetor de disseminação de informações, como também de propagandas, que agora teria maior capacidade de atingir os mais variados públicos, especialmente o público infantil, tornando-se este um importante mercado consumidor a ser conquistado. Nesse mesmo contexto, se torna evidente que na sociedade Brasileira atual, a persistência da publicidade infantil, parte de uma perspectiva mercadológica que visa direcionar o comportamento das crianças à hábitos exageradamente consumistas, induzindo-as à normatização dessas práticas.
Em primeira análise, nota-se que a atuação dos órgãos reguladores competentes, como o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR), demonstraram-se ineficientes no que se refere ao enfrentamento direto da difusão de propagandos pueris, indo em contrapartida com a “resolução do CONANDA”, que prevê como abusivo o direcionamento mercadológico à crianças com a intensão de persuadi-las. Além disso, cabe ressaltar que importantes veículos de comunicações, como também, influenciadores digitais ativos na Internet, conseguem por meio de sua elevada relevância no cenário midiático, selecionar determinadas estratégias de marketing que deverão ser utilizadas a fim de atingir seu público alvo.
Em segunda análise, o Sociólogo Zygmunt Bauman em um de seus trabalhos a respeito do consumismo, formula a seguinte frase: “O objetivo crucial, talvez decisivo, do consumo na sociedade dos consumidores (…) é elevar a condição dos consumidores à de mercadorias vendáveis.”, desta forma, observa-se que a glamourização do consumo como condição à elevação de padrão social em larga escala na sociedade, tende à alterar a capacidade de discernimento do indivíduo sobre a real necessidade do bem adquirido, enraizando nos indivíduos mais suscetíveis à manipulação, ou seja, o público juvenil, a ideia do consumo enquanto construção de status social.
Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. É de responsabilidade dos Poderes Executivos, em nível federal e estadual, adotar medidas visando a plena aplicação da “Resolção do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA)”, para que assim seja dada a devida atenção às ações publicitárias de cunho pueril, sendo portanto julgadas como abusivas e induzidas às consequencias legais. Outrossim, cabe às ONG’s através de parcerias público-privadas com escolas direcionadas ao ensino infantil e fundamental, promover palestras de tom educacional, objetivando a plena conscientizaçã frente aos malefícios trazidos pelo consumismo exagerados.