ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 16/03/2021
A história da propaganda brasileira surgiu aproximadamente em 1800, quando a mídia televisiva ainda não existia. Afim de divulgar informações, ambulantes e mascates foram os primeiros vendedores, utilizando da fala sua principal aliada. Com Tiradentes, através de cartazes e panfletos, o Brasil conheceu a primeira propaganda política para a Independência. Nos dias atuais, a propaganda tem o dever de ajudar nas vendas de produtos ou materiais, sendo assim, as empresas usam a propaganda para o meio capitalista, influenciando as crianças a pedirem para seus pais comprarem produtos.
O Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em uma resolução de 2014, diz que ‘’as crianças que aparecem em comerciais na televisão estão se tornando muito apelativas’’, pois nestas são relatadas crianças se divertindo com brinquedos, personagens infantis e músicas com temática animada. Portanto, o produto que está ali, se torna ainda mais chamativo do que realmente deveria ser, prendendo assim, a atenção do público infantil.
Diante disso é sempre válido analisar a relevância que se tem a criança em um comercial, se expondo para várias pessoas de uma região, país ou até mesmo para o mundo todo. “A publicidade não vende apenas produtos, vende valores. Então, é arriscada a exposição de crianças que ainda não têm maturidade para compreender as figuras de linguagem do discurso, ou mesmo que ainda não têm consolidados valores familiares e comunitários”, afirma a publicitária Mariana Sá, cofundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo (Milc), iniciativa que alerta para os riscos da propaganda destinada ao público infantil.
Em vista dos fatos descritos, para conseguir uma mentalidade e um futuro melhor para as crianças, o Ministério da Educação (ME), juntamente com as escolas, deve organizar campanhas e palestras falando sobre a publicidade e propaganda infantil e também o mundo virtual que pode vir a interferir na vida das crianças já expostas na infância pelas propagandas e tentativas de marketing. Afim disso, o Ministério da Justiça (MJ) deve interpretar e ver como o Conanda está agindo perante a lei estabelecida.