ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 16/03/2021

A Conanda estabelece como abusiva qualquer propgramação envolvendo publicidade dirgida ao público infantil que tenha a intenção de persuadi-la a consumir. No entanto, não se vê uma regulamentação entorno disso, de acordo com um mapa gráfico liberado em 2013 pela OMS, o Brasil é um dos países onde não possui leis nacionais em questão da publicidade envolvendo o público infanto, o próprio setor produtor determina normas e o governo sanciona. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a priorização de interesses financeiros e o silenciamento governamental.

Para Bauman, os valores da sociedade são colonizados pela priorização de interesses financeiros. Tal constatação é nítida na publicidade infantil, visto que crianças em relação á adultos são mais facilmente persuadidas, o que torna o mercado infantil muito lucroso e de fácil manipulação, mas não tem em vista as crianças que por vezes não terão a condição de consumir o que tenta ser vendido á elas, causando uma frustração consumista que de antemão poderia ser evitada. Desse modo, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.

Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento governamental instaurado na questão da publicidade infantil, visto que as propagandas envolvendo esse público não possuem legislações concretas que os proteja do abuso de consumidor. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela como defende o pensador.

Para isso, o poder público deve intervir na publicidade infantil por meio de melhor regulamentação e criação de leis que protejam as crianças de serem persuadidas ao consumismo prematuro, e assim reverter a supremacia de intereses mercadológicos. Essa ação, ainda pode ser divulgada para que a população tome conhecimento da intervenção.Infere-se, que então é preciso intervir sobre o silenciamento governamental presente no problema.

Desse modo, o Brasil  poderá valorizar menos a lógica de mercado, como argumentou Bauman.