ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 16/03/2021
A resolução emitida pelo Conselho Nacional de Diretos da Criança e do Adolescente considera abusiva qualquer propaganda que tem a intenção de persuadir a criança a consumir um produto, seja através de desenhos animados, trilha sonora, oferta de prêmios ou qualquer outro cunho apelativo. Porém, a realidade observada nos canais de televisão brasileira é contrária a essa resolução, uma vez que a publicidade infantil ainda ocorre em larga escala. Como resultado, essas propagandas, além de estimularem o consumismo exacerbado, acabam por modificar a personalidade das crianças.
Sob este viés, no filme “A Fantástica fábrica de chocolate” é possível notar a influência dos comerciais na vida das crianças, uma vez que Willy Wonka utiliza uma propaganda apelativa e se aproveita da ingenuidade do público infantil para vender um chocolate, com a promessa de que teria um prêmio para quem achasse o bilhete dourado. Depois da divulgação, pessoas do mundo todo enchem as lojas de doces à procura do prémio, e as crianças se tornam mimadas e teimosas. Nesse viés, se torna evidente que a publicidade infantil não só aumenta ainda mais o consumismo na sociedade, como também exerce grande influência no comportamento dos jovens.
Nesse sentido, Ana Maria Dias Vasconcellos, ciente dos problemas causados pela publicidade infantil, escreveu um livro sobre essa temática. Na obra, a autora afirma que as crianças precisam ser ensinadas a receber as informações do mundo e compreender o que está por trás da divulgação dos produtos. Portanto, se os pais ensinarem seus filhos desde cedo, naturalmente os jovens não serão persuadidos pelos comerciais de televisão e se tornarão consumidores conscientes no futuro.
Em síntese, é necessário que medidas sejam tomadas para acabar com a publicidade infantil nos canais de televisão brasileira. Dessa forma, o Governo, por meio de parcerias com o Estatuto da Criança e do Adolescente, deve punir todas as empresas que estão incompatíveis com as leis relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor, para que assim, as crianças não sejam influenciadas pelos comerciais e anúncios dos meios de comunicação. Desse modo, a sociedade do futuro não será feita de pessoas consumistas, mas sim, de indivíduos conscientes e preparadas para a vida adulta.