ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 16/03/2021
A publicidade voltada ao público infantil induz o consumo de forma acrítica e desenfreada. Uma vez que as crianças não possuem, ainda, capacidade de discernimento a cerca do que pode ser o melhor para elas. Nesse contexto, não há dúvidas que a veiculação de propagandas pela indústria alimentar e os meios de comunicação em geral, utilizando-se de mecanismos chamativos com o intuito de atrair o público juvenil e lucrar com esse segmento se torna uma problemática, necessitando de mecanismos para o controle e regulamentação.
No sistema vigente o lucro e a acumulação do capital são fatores primordiais nas relações comerciais, por vezes colocados acima da ética e do bem comum. Isso ocorre quando empresas criam e veiculam de forma deliberada seus produtos diretamente ao público infanto-juvenil, utilizando-se de cores chamativas, uso de personagens famosos, apenas com o intuito de lucrar em cima da inocência da criança, ainda em processo de formação psicológica e social que necessita de acompanhamento em tempo integral.
Associado a isso, o governo não possui mecanismos adequados e efetivos de controle para o que está sendo propagado aos jovens, deixando uma lacuna para empresas utilizarem o marketing infantil de forma livre como bem entendem. Esse “bombardeamento” de informações na tenra idade pode deturbar os ideias do cidadão em formação, causando alienação e consumo de forma insustentável não analisando os benefícios e malefícios de suas atitudes o que a longo prazo trará consequências para o país, por isso a importância da família em condição de primeiro agente socializador guiar o filho no processo de aprendizado.
Torna-se evidente, portanto que a publicidade direcionada o público infanto-juvenil exige medidas concretas, e não apenas um simples discurso. Nessa perspectiva, o caminho parece ser complicado, porém não utópico. Devendo o Estado propor mudanças juntamente com profissionais da educação uma revisão na grade curricular comum do ensino desde as escolas básicas para que esta esteja voltada não apenas com conteúdos tracionais, mas também com a formação humana, moral e critica do individuo. Bem como a criação de órgãos, ONG’s ou Instituições com a parceira privada para fiscalizar o que a mídia divulga e separar por faixas etárias o conteúdo propagado.