ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 12/04/2021

A publicidade velada

Os Influenciadores, irmãos Neto, foram punidos em 2018 pelo CONAR, com a suspensão do vídeo” Felipe neto vs Lucas neto” em que induziam um sorteio, não informando que se tratava de propaganda infantil. Essa situação é um exemplo que caracteriza o problema da publicidade infantil na sociedade brasileira, uma vez que mesmo sendo proibido pela resolução 163 da Conanda, ainda ocorre abusos na mídia. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude de a internet é um meio difícil de regular e as crianças se tornam consumidores precoces.

Em primeira análise, a atitude desastrosa dos irmãos neto, mostra que o desconhecimento da lei é um dos desafios à resolução do problema. Foi na década de 50, que surgiu a tv brasileira e não havia regulamentação especifica para publicidade infantil, após o passar dos anos em 1990, com o código de defesa do consumidor no artigo 37, que a criança foi considerada deficiente de julgamento e tardiamente em 2014 a resolução 163 com a proibição da propaganda infantil. Nesse sentido, a ideia de que a publicidade infantil não é crime, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira ao passado brasileiro, o que dificulta ainda mais sua resolução, pois leis específicas demoraram a surgir. Outro ponto relevante, nessa temática, é o consumismo precoce. Conforme a teoria do filosofo Zygmunt Bauman, “Consumir para existir”., o “ter” é mais importante que “ser”. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da publicidade infantil influencia o comportamento consumista nas crianças, que são vulneráveis, uma vez que não possuem senso crítico desenvolvido e acabam com os valores distorcidos acreditando que precisam ter para serem aceitas na sociedade, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Cabe aos Influencers, entrem com parcerias junto as escolas municipais, proporcionem workshops e palestras educativas, a serem desenvolvidas nas semanais culturais das escolas. Esses eventos podem ser organizados por meio de stand ups, com dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem sobre a proibição da publicidade infantil e o ao estimulo a serem consumidores conscientes do futuro, para as crianças e suas famílias, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.