ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 19/04/2021

Ao longo do regime nazista ocorrido na Alemanha, na primeira metade do século XIX, a propaganda foi bastante utilizada com o objetivo de obter apoio da população e torná-la alienada ao governo. Semelhante a atualidade brasileira, a publicidade atua persuadindo o público, em especial o infantil, com o fito deles garantirem seus produtos. Entretanto, esse objetivo está causando um grave problema no Brasil, tendo a visão capitalista das empresas e a falta de supervisão dos pais, como principais responsáveis. Por conseguinte, o público alvo torna-se alienado e um ser um humano consumista.

Inicialmente, vale destacar que, com o aumento do capitalismo, as empresas visam garantir lucros cada vez mais e dentre elas, estão as empresas do ramo infantil. Nessa perspectiva, para conseguir atingir seus objetivos, elas utilizam de propaganda com elementos culturais - como múscias e personagens de filmes - para persuadir a criança a querer ter o produto, visto que é um público que não possui capacidade de dissernimento e deseja o que lhe chama atenção. Nesse viés, segundo o filósofo francês Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Logo, é evidente que as propagandas para as crianças causam sua alienação e a dependência de obter os produtos que nelas são apresentados. Dessa forma, é claro que os anúncios são feitos de maneira abusiva para subordinar as crianças.

Segundamente, cabe salientar que, a falta de controle parental também está entre as causas do impasse. Essa situação é evidenciada com o alto número de crianças usuárias das mídias sociais - principal local das propagandas -, de acordo com o site Teletime, cerca de 89% dessa faixa etária está utilizando a internet. Somado a isso, com a rotina intensa que muitos pais possuem, a supervisão das redes sociais e de outras maneiras que as crianças têm contato com as propagandas não é feita como deveria e, muitos pais, para suprir a ausência, dão a seus filhos o que lhes são pedidos. Desse modo, as atuais crianças podem se tornar adultos consumistas de produtos supérfulos, além de desenvolverem agressividade quando não receberem os produtos que desejam.

Depreende-se, portanto, de medidas que evitem a publicidade infantil abusiva no Brasil. Em primeira análise, ONGs de defesa da criança, por meio da parceria jurídica com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - já que o Ministério da Justiça faz parte dele -, supervisionem as propagandas destinadas ao público infantil, a fim de evitar anúncios abusivos das empresas e uma possível alienação. Ademais, os pais devem aumentar a fiscalização dos meio sociais de seus filhos, para evitar uma exposição das crianças nesse meio e, consequentemente, evitar ser um adulto consumista. Assim, protegerá as crianças e deterá a semelhança com a Alemanha nazista.