ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 17/04/2021
Segundo o filósofo John Locke todos nascem como uma tábula rasa, uma folha em branco, a qual é preenchida pelas experiências da vida. Dessa forma, crianças são a representação de tal teoria. Portanto, é problemático a quantidade de propagandas voltadas para o público infantil nos meios de comunicação brasileiros, pois as molda de uma maneira a terem um senso de consumismo intenso. Assim, nota-se que a problemática deriva não só da falta de fiscalização, mas também do constante apelo das marcas a abusar da mente pura das crianças.
Em primeiro plano, com o mundo contemporâneo muitos pais não têm tempo suficiente para acompanhar minuciosamente todas as coisas consumidas pelos filhos. Tal fato é evidenciado na pesquisa feita pela revista brasileira “País e Filhos”, a qual mostra que 80% dos responsáveis não têm ideia do conteúdo que os filhos acessam na internet. Com isso, muitas crianças têm acesso a milhares de vídeos no Youtube, por exemplo, com publicidades intensas e escondidas.
Além disso, muitas marcas utilizam personagens para desenvolver propagandas, as quais são apelativas e mexem com o psicológico infantil. Desse modo, as empresas fazem uso de estratégias neurológicas que afetam as crianças, uma vez que, não possuem a maturidade suficiente para filtrar e entender que aquilo não é necessário. Como resultado cria um intenso consumismo e individualismo.
Logo, é de extrema importância que medidas sejam tomadas para superar o problema. Assim, para as publicidades pararem de ser direcionadas às crianças é necessário que o senado coloque em votação leis, as quais melhor fiscalizem os meios de comunicação, para falhas já recorrentes na constituição parem de acontecer. Ademais, cabe às escolas trazer para discussão nas salas de aula o assunto das propagandas, em virtude de que os alunos melhores se conscientizem do efeito publicitário. Só assim, os efeitos da publicidade infantil não vão continuar a se repetir no Brasil.