ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 21/04/2021
Embora a questão da publicidade infantil tenha passado por várias restrições, ainda existem propagandas consideradas proibidas sendo exibidas, mesmo que de forma velada. Dessa forma, torna-se pertinente debates sobre a vulnerabilidade infantil e a irresponsabilidade das agências publicitárias.
A falta de criticidade das crianças e da capacidade de diferenciar consumo de consumismo é um fator que precisa ser discutido. Sendo elas facilmente convencidas, fica fácil para as empresas se beneficiarem e apelarem cada vez mais na divulgação de produtos. A exemplo, ficaram famosas nos últimos anos as bolinhas surpresa “LOL”, as quais possuem brinquedos dentro, porém o público infantil é instigado a fazer coleção e ter o maior número delas, tornando a diversão algo sem controle. Assim, evidencia-se o problema desse apelo pelas compras para indivíduos incapazes de encontrar os limites necessários.
Em segunda análise, a negligência da indústria publicitária é um grave contribuinte para a insistência dessa problemática. Sem dúvidas o uso de personagens, verbos no imperativo e a linguagem apelativa alavancam a aquisição de produtos no Brasil e no mundo, criando uma ideia na cabeça das crianças de nunca ter o suficiente, além de trazer prejuízos aos pais. Dessa maneira, fica claro o quão prejudicial isso é para o público infantil e também para os responsáveis.
Portanto, o Governo deve adotar medidas para amenizar os efeitos. Logo, cabe ao Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e do Adolescente (CONADA) -órgão defensor dos direitos dos jovens-, juntamente com escolas promover discussões e informações para as crianças, além de dar rigidez aos artigos pré-adotados de modo a oferecer esses debates e cumprir com esforço o que a lei propõe. Enfim, esse problema deixará de ser uma realidade.