ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 01/06/2021
No século XV, com a invenção da imprensa pelo alemão Johannes Gutenberg, houve a intensa propagação da Bíblia pelo território europeu. Isto fez com que a religião oficial de vários países fosse modificada, além de promulgar a “Paz de Augsburg", decreto sobre liberdade religiosa. De mesmo modo, a publicidade infantil no Brasil faz com que seu público alvo tenha total confiança naquilo que se divulga, provocando a manipulação e inseminação de um instinto consumista. Tendo isso em vista, medidas devem ser tomadas em prol do aumento do senso crítico das crianças, visando um consumo futuro equilibrado.
Em primeira análise, pode-se observar como propagandas podem ser meios vinculativos que promovem não somente um produto, mas também uma ideologia por trás de sua compra. O “american way of life”, estilo de pensamento do século XX, mostrava a necessidade de se ter aquilo que era vendido para se ter uma vida mais feliz ou a construção de uma família bem estruturada. Com base nisso, se até mesmo adultos, com o senso crítico plenamente formado, eram manipulados por esse tipo de ideia, como crianças que estão no processo de aprendizado sobre o consumo, poderiam ser convencidas de que aquilo não é necessário em suas vidas?
Em segunda análise, fica claro como é simples a acessibilidade de jovens a esse tipo de publicidade. De acordo com o Ibope, Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, uma criança brasileira passa em média 5 horas e 35 minutos por dia assistindo televisão, com dados de 2015. Enquanto que este instituto também afirma que foram investidos 112 bilhões de reais em propagandas no ano de 2013, sendo 70% destinado a televisores. Dessa forma, é perceptível que com tanto investimento em propagandas televisivas e permanência de infantes em frente a tela por um tempo extenso, estes seriam manipulados e incentivados a compra.
Portanto, é mister que o Ministério das Comunicações, associado ao Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), promovam a diminuição de propagandas infantis em horários que estes majoritariamente estejam assistindo, pretendendo redução de sentimentos consumistas futuros nos jovens. Também, é importante que as escolas, por meio da nova matéria de educação financeira, analisem como a mídia pode ser um meio de manipulação para a compra, fortalecendo um senso crítico a esse pequeno cidadão e desbancando a perpetuação do sobressalente desejo pelo consumo do “american way of life”.