ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 01/06/2021

Em meados dos anos 50, os Estados Unidos adotaram um modelo de comportamento que ficou conhecido como o “American Way of Life” (estilo de vida americano). Ele pregava um modo de viver considerado ideal na época, baseado totalmente no consumismo. Entretanto, essa cultura, espalhada posteriormente no Brasil, acabou alavancando um exagerado uso de propagandas, muitas vezes responsáveis pela manipulação do interlocutor e, até mesmo, das crianças, abrindo um importante debate sobre os problemas da publicidade infantil no país.

Deve-se, primeiramente, compreender como funcionam as normas para a publicidade no Brasil. Enquanto muitos países possuem leis regulamentadoras, as propagandas no território brasileiro são autorregulamentadas pelos próprios setores publicitários, realizando acordos com o governo com relação aos anúncios a serem transmitidos. Desta forma, inicia-se um problema: os ramos dos anunciantes irão pensar primeiramente naquilo que os beneficiará e, com isso, podem acabar ignorando fatores como o público-alvo e o impacto daquilo que é anunciado. Assim, as crianças acabam sendo o principal alvo e, pela falta de educação financeira na infância, são manipuladas pelas publicidades infantis, por meio de anúncios chamativos contendo músicas, personagens de programas televisivos e até mesmo propagandas enganosas, que podem afetar os pais na hora da compra de produtos para os filhos.

Fica, portanto, evidente a necessidade de intervenção do governo federal na criação de leis regulamentadoras quanto à publicidade infantil, assegurando horários específicos para a transmissão de anúncios na televisão aberta de maneira que as crianças não sejam afetadas negativamente por elas. Em segundo lugar, para que as crianças passem a ter um senso crítico quanto às publicidades, o Ministério da Educação deve implementar o ensino acerca da educação financeira nas escolas desde o ensino fundamental. Assim, elas crescerão com preparo para lidar com o próprio dinheiro e poderão evitar a manipulação das propagandas.