ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 02/06/2021

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014, alguns países, como Canadá e Noruega, possuem uma legislação totalmente proibitiva em relação à publicidade infantil. Outros, como o próprio Brasil ou a Itália, estabelecem leis parciais quanto a proscrição desse tipo de propaganda (seja por autorregulação do setor ou por leis nacionais). Essas medidas são aplicadas por causa da nocividade que essa publicidade traz para o público juvenil, especificamente, o brasileiro.

Visto isso, pode-se analisar que os malefícios da propaganda inafantojuvenil são diversos. Primeiramente, traz-se o debate sobre a influência ao consumismo, no qual a publicidade induz aos menores a desejar a compra dos produtos, oferecidos de forma sistemática (com vários comerciais, periodicamente) e utilizando de recursos visuais atrativos, como cores, animações, personagens de desenhos infantis, entre outros. É cabível citar exemplos como o famoso “mclanche feliz” (versão brasileira do “happy meal”), da cadeia mundial de restaurantes Mac Donald’s, que usa cores vibrantes na divulgaçao dessa refeição, voltada especialmente para este público, e oferece brinquedos diversos com temáticas de personagens cinematográficos e televisivos como brinde.

Outro problema a ser mencionado é a influência na saúde das crianças expostas a essa publicidade. Ao promover produtos que afirmem somente padrões de beleza racistas e gordofóbicos e de heteronormatividade, as propagandas causam prejuízo ao bem-estar físico e psicológico desses menores, podendo provocar anorexia, dismorfia corporal, ansiedade, etc. Em contrapartida, essa exposição pode levar também à obesidade, quando leva ao consumo exacerbado de mercadorias como os Fast Foods (já citado acima na exemplificação do “mclanche feliz”).

Citados os problemas acima relacionados à publicidade infantil, escolas devem promover palestras educativas sobre saúde mental, propaganda e consumo consciente para seus alunos. Posto isso, o governo brasileiro também deve criar leis nacionais que regulem esse tipo de publicidade.