ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 31/05/2021
Em 1959 Ruth Handler criava a boneca Barbie que foi um grande sucesso na época. Na atualidade esse sucesso permanece, inclusive no Brasil. Frequentemente, podemos encontrar o rosto da boneca em diversos produtos, tais como, material escolar, roupas e sapatos. Esse êxito da boneca não se dá apenas pelo seu significado, mas também pelos seus mais de 60 anos de propaganda publicitária bem-sucedida. Essas propagandas moldaram o futuro de várias pessoas e causaram sérios problemas, como, por exemplo, o consumismo e o endividamento de diversas famílias.
Em primeiro plano, observa-se cada vez mais a cultura do consumismo, onde os conceitos principais são, consumir desenfreadamente produtos sem a menor necessidade. Relacionado a isso, diversas campanhas publicitárias contribuem severamente para esse problema, demonstrando para as crianças uma necessidade inexistente de possuir cada vez mais coisas, modificando seu modo de pensar e agir, alterando assim as futuras gerações. Essa alteração no futuro é preocupante, pois como já dizia Machado de Assis, “É trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos”, nesse contexto, as crianças expostas a essa manipulação tendem a crescer com a realidade distorcida e sem o mínimo de consciência financeira. Ademais, é nítido que a publicidade infantil descontrolada evidencia um grande problema financeiro vivenciado por diversas famílias.
Exemplo disso, é a pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde foi comprovado que muitos pais não conseguem arcar com todos os produtos que a criança influenciada acredita querer, e que, para agradar seus filhos, acabam muitas vezes se endividando. Essas complicações se tornam uma bola de neve para essas famílias pois além das dívidas criadas, eles se julgam constantemente por não estarem contribuindo para a felicidade de seus filhos. Como consequência disso, a criança também pode crescer com um sentimento de frustação e tristeza, pois muitas acreditam não estarem recebendo o que se é de direito, tendo reflexo direito em sua vida adulta.
Desse modo, para impedir maior propagação de propagandas nocivas às crianças, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), deve criar restrições muito mais rígidas e severas, controlando melhor o que circula nas mídias. Além disso, evitar associação de personagens infantis e limitar o horário de exibição desses comerciais, aumentando assim, o controle ao tipo de exposição que essas crianças serão submetidas. Com essas medidas, deve-se reduzir a manipulação infantil, diminuindo o consumismo e melhorando a situação financeira de muitas famílias, garantindo bons cidadãos no futuro.