ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 01/06/2021

Desde o início da Revolução Industrial, o consumismo teve sua ascensão. Com uma produção em maior escala e mais mercadorias em circulação, a sociedade passou a consumir mais. A mídia teve, e tem até hoje, um papel fundamental na consolidação dessa mentalidade, já que as propagandas alienam as pessoas, dizendo-as que elas serão mais ‘‘felizes e realizadas’’ se comprarem determinados produtos. Essa manipulação afeta a todos os individuos, e nem as crianças escapam dela.

Por causa dessa cosmovisão materialista, a sociedade como um todo, incluindo os mais jovens, parecem estar sempre em busca de ter mais e mais bens materiais.  Porém, diferentemente dos adultos e dos jovens, as crianças não tem o poder de discernimento e por isso tendem a ser mais vulneráveis a manipulação. Apesar de seus responsáveis possuirem o ‘‘poder de compra’’, a publicidade infantil tem uma influência bastante significativa, tendo em vista que, na maioria das vezes, as crianças irão insistir tanto por um determinado produto que vencerão os pais pelo desgaste.

Um dos fatores que contribuia significativamente para o fortalecimento do consumismo infantil é o tempo que as crianças brasileiras passavam em frente à televisão. De acordo com um estudo feito pela Organização não governamental Eurodata TV Worldwide, elas passavam mais de 3 horas assistindo televisão diariamente e isso colocava o Brasil no 1º lugar do ranking mundial. Porém uma lei, que considerava abusiva e ilegal os comerciais direcionados ao público infantojuvenil com o intuito de persuadi-las, foi criada em 2014, emitida pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Apesar de já ser considerada ilegal, a publicidade infantil ainda existe atualmente, pois não é somente nos meios de comunicação que a criança terá contato com esse fenômeno. Nas relações familiares, na escola, na rua, as crianças serão bombardeadas com ‘‘propagandas’’ de diversos produtos e serão tentadas a possuí-los. Por isso, proibir os comerciais apelativos destinados aos mais jovens não é suficiente.

Haja vista que colocar os mais jovens em um bolha não contribuirá significamente para a solução desse problema, é necessário que o governo federal, através do Ministério das Comunicações, faça propagandas destinadas aos pais, com o intuito de explicar a eles os problemas que a cultura do consumo causa na vida da criança e também incentive-os a ajudar seus filhos a não serem manipulados por essa mentalidade maléfica. Por consequência, os pais se comunicarão com seus filhos e irão estimulá-los a desenvolverem um senso crítico acerca dos comerciais, ensinando-os que não serão mais felizes se possuírem algo e que não devem depositar sua felicidade em bens materiais passageiros.