ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 02/06/2021

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser articulada pelos homens a fim de alcançar o equilíbrio social. Entretanto, a publicidade política infantil em questão no Brasil tem sido um problema, uma vez que rompe essa harmonia e gera um desequilíbrio social. Isso ocorre em razão de ser uma forma de manipulação abusiva e, consequentemente, uma geração cada vez mais consumista.

Inicialmente, é possível afirmar que a publicidade infantil tem sido uma forma de manipulação abusiva. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo John Locke, em sua teoria tábula rasa, o ser humano no início da sua infância é como uma folha em branco, sem conhecimento algum, adquirindo aprendizado ao longo da vida através de experiências. Tendo em vista a realidade discutida, o marketing para a venda de produtos com o intuito de persuadir a criança se torna antiética, dado que atinge o indivíduo no momento de maior vulnerabilidade por não ter um código moral formado e sua tábula ainda estar em branco. Diante disso, pode-se afirmar que o público infantil é um alvo indefeso e de fácil manipulação, tornando a publicidade infantil arbitrária e desigual.

Por conseguinte, essa forma de controle criticável feita por meio de merchandising, resulta em uma geração futura cada vez mais consumista. Nesse sentido, o “American Way of Life”, foi uma mentalidade apregoada nos Estados Unidos durante o período pós guerra, que através da televisão e anúncios vendeu um estilo de vida consumista, sendo aderido pela população de forma intensa e gerando uma onda de consumo excessivo que se perpetua hodiernamente. A veracidade histórica vivenciada nos Estados Unidos comprova o poder e alcance do marketing e das propagandas, além de mostrar a competência de alcance em mudar uma forma de pensar. De forma análoga, no Brasil, assim como na América do norte, a intensa publicidade infantil fundamenta uma mentalidade consumista desde à infância na população brasileira, tendo como tendência piorar e se firmar ainda mais ao longo da vida daquela criança que cresceu vivendo experiências no meio e preenchendo sua tábula, de acordo com a teoria do filósofo John Locke, com códigos morais embasados nas ideias vendidas nos comerciais.

Portanto, cabe ao Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), fiscalizar as propagandas para que elas não apresentem conteúdo abusivo para com o público infantil, por meio de análises dos comerciais dentro das agências de publicidade antes de serem compartilhados para o público, a fim de acabar a manipulação dos menores.  Ademais, cabe também ao Ministério da Educação promover aulas sobre consumismo afim dos alunos se tornem adultos conscientes.