ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 02/06/2021
Segundo o filósofo John Locke, a mente do homem, inicialmente, é como uma folha em branco, sendo assim, todo o processo de saber, agir e conhecer, é aprendido através da experiência. Seguindo a mesma perspectiva, o público infantil pode ser considerado facilmente manipulável, principalmente por meio de programas de TV ou comerciais com cores vibrantes. Justamente por esta causa, a publicidade infantil muitas vezes se torna um problema, geralmente induzindo a criança a adotar hábitos consumistas, ou trazendo outros prejuízos futuros.
Primeiramente, vive-se um panorama mundial em que a vida das pessoas é baseada na obtenção do lucro, e para que este objetivo seja alcançado, as empresas submetem a sociedade a propagandas extremamente manipuladoras, que induzem a população a comprar e consumir cada vez mais. Dessa forma, não só os adultos são afetados, mas também as crianças, que, com sua falta de criticismo, e dificuldade de discernir o que precisam ou não, são, muitas das vezes, incentivadas ao consumo exacerbado. Isso também acaba por resultar em dificuldades futuras, principalmente quanto à administração do próprio dinheiro.
Em segundo lugar, de acordo com George Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Dito isso, conclui-se que a publicidade e os veículos de comunicação têm um papel fundamental na formação do indivíduo, criando padrões de como as pessoas devem se comportar, comer e vestir. Crianças são muito influenciáveis, e o poder da mídia pode acarretar em vários problemas futuros, não só na autoestima, mas também na criação de maus hábitos alimentares.
Diante disso, reforça-se a necessidade de uma atenção maior ao que é apresentado às crianças nas mídias; portanto, torna-se fundamental que as empresas televisivas diminuam o número de propagandas que vão ao ar nos canais infantis. É também de grande importância que o Estado crie leis que adotem uma maior restrição e fiscalização antes de levar uma propaganda que seja destinada ao público infantil para a TV ou qualquer outro meio comunicativo, evitando, assim, prejuízos futuros na vida das crianças.