ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 01/06/2021
Desde o início da Primeira Revolução Industrial, formou-se uma ideia de produção em massa, com produtos sendo direcionados a todos os tipos de públicos, seja infantil ou adulto. Para que estes conseguissem ser divulgados para a população, propagandas chamativas e com apelo emocional foram apresentadas, fato esse que ocorre até os dias de hoje. No entanto, no que se diz respeito à publicidade infantil, fica notório como estas apresentam poder sobre as crianças, atuando em suas emoções e seu modo de alimentação. Dessa forma, analisa-se que ações devem ser tomadas para a mudança de visão da população infantil.
Tendo em mente a ideologia do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a sociedade atual baseia-se na cultura do “ser líquido”, valorizando o “ter” ao “ser”. Isso não é diferente com os jovens brasileiros; estes, admirados a cerca de uma realidade criada por efeitos gráficos em propagandas, imploram para que seus pais comprem o que querem. De acordo com a TNS/Interscience, as crianças influenciavam em 80% das decisões de compra em 2003. Desse modo, torna-se perceptível como o desejo materialista infantil é facilmente promovido.
Em outra visão, Aristóteles, o filósofo grego, afirma que a felicidade pode ser alcançada pela “união entre a razão e satisfação de prazer.". Todavia, tal frase não pode ser aplicada a população infantil atual, em que a razão é deixada de lado pela satisfação do prazer. Através da pesquisa do “Targeting Children With Treats”, em 2013, houve um aumento de 134% no consumo de alimentos ultraprocessados e prejudiciais à saúde em crianças que já apresentavam sobrepeso quando estas assistiam propagandas de seus produtos. Baseado nisso, é claro como a publicidade também influencia o modo como uma população vai se alimentar, o que promove o aumento do consumismo e problemas de saúde graves.
Em conclusão, os comerciais infantis são prejudiciais para esse público durante seu período de crescimento. Desse modo, a mídia social pode dar mais visibilidade a campanhas que falem corretamente sobre o relacionamento entre crianças e propagandas, para que assim mais famílias sejam incentivadas a promover esse tipo de comportamento dentro de suas casas. Por outro lado, ONGs que apresentam o enfoque em crianças, como a “Olhar de Bia”, devem promover o acesso de informação a estas acerca da manipulação da publicidade, visando sua conscientização e crescimento salubre como cidadãos brasileiros.