ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 02/06/2021

Nos dias que correm é visível o crescimento da publicidade infantil. Quando se trata de um público alvo feito por crianças, empresas e marcas investem em formas atrativas para elas, como: desenhos, personagens, animações e trilhas sonoras como forma de atrair a atenção a todo custo. Entretanto, é necessário avaliar até que ponto as propagandas infantis não ferem os direitos próprios da criança e seu desenvolvimento.

Inicialmente, é fundamental que as propagandas sejam entendidas como forma de divulgação de um produto ou serviço e que são usados ​​meios que chamem a atenção do seu público, no caso crianças. Contudo, os mecanismos utilizados para a propagação midiática podem trazer malefícios para a vida adulta da criança que recebe as informações, tais como o consumismo, falta de noção financeira, imediatismo e se tornar um alvo de massa de manobra por ser refém do que deseja e Vê.

Uma população infantil que tem acesso liberado ás mídias, acaba sendo extremamente inflacionda por aquilo que contempla. O uso de recursos que fazem parte do mundo das distribuídas, apenas contribui para que elas desejem o produto que vêem devido ao personagem, desenho, música ou habilidade da mercadoria (muitas vezes inexistente na realidade) que está presente nele, desconsiderando o que já possui e os fatores externos. Como bem disse o empresário Henry Wells: “A publicidade é mentira legalizada” e num âmbito infante é notável a falta de instrução a respeito desse lado dos meios de comunicação.

Tendo em vista o agravamento da problemática, é mister que haja por parte da família estabelecimento de limites de exposição às telas e em parceria com as escolas o ensinamento de noções financeiras para crianças a fim de paralizar o desenvolvimento de uma geração consumista e imediata. Além disso, é indispensável o endurecimento das regras de fiscalização das publicidades por parte dos órgãos regulamentadores com intuito de proteger os direitos das crianças e contribuir para futuramente, adultos maduros e que não são cativos de si mesmo.