ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 02/06/2021
De acordo com a teoria da tábula rasa do filósofo Jhon Lock, “Todas as pessoas nascem sem algum conhecimento, e todo o processo de saber e agir é aprendido através da experiência”. Em análogo à teoria, percorra-se as empresas públicas, se aproveitam a ingenuidade e a falta de senso crítico das crianças, e impõem propagandas para persuadir ao consumo, criando a ideia de que para atingir a felicidade, o jovem deve adquirir tal produto. Diante dessa alienação mascarada, cabe ao governo brasileiro garantir a segurança dos pequenos, entretanto, o sistema é falho, deixando de agir com maior rigor como propagandas voltadas ao público infantil.
Em primeira análise, cabe ressaltar que, para as empresas, a publicidade é a alma dos negócios, o pilar para a divulgação do consumismo. É fato que, com o decorrer dos anos, os meios de comunicação se tornaram fortes aliados das propagandas, entretanto, a mídia abusa de tal poder, persuadindo os pequenos de forma repulsiva, fazendo apelos ao uso de personagens animados, linguagem infantil, entre outros, a fim de ludibriar, haja visto que eles não possuem senso crítico para julgar. Dessa forma, as empresas transmitem a sensação de prazer momentâneo, refletindo a teoria do filósofo Epicuro, o qual defende que, a felicidade e o prazer ressaltam da satisfação dos desjos, criando a necessidade para adquirir tal produto.
Diante desse cenário, é dever do estado brasileiro garantir a segurança da criança. Nesse contexto, o Congresso Nacional aprovou, em abril de 2014, uma resolução que considera abusiva a publicidade infantil, emitida pelo Congresso Nacional de Direitos da Criança e do Adolecente (Conanda). No entanto, a lei fica restrita ao campo teórico, devido à fraca imposição do governo a mídia capitalista, que se aproveita da alienação dos jovens. Dessa forma, é inquestionável que o problema requer medidas urgentes para romper com as amarras do consumo desnecessário voltada ao público infantil.
Portanto, é indubitável que o governo necessita tomar medidas urgentes para contornar tal situação. Logo, ele, junto á Conanda deve impor, com maior rigor, a fiscalização da proibição de propagandas infantis, principalmete nos aplicativos de entreterimentos, por exemplo, o Yotuber utilizado por empresas e influenciadores para driblar as leis. Ademais, o governo, por meio da mídia deve realizar propagandas para concientizar os pais, a respeito do malefício das propagandas, a fim de que os reponsáveis possam filtrar o contéudo dos filhos e lhes ensinar o que está por trás da divulgação de produtos. Só assim, ele se tornará o consumidor do futuro, ciente de suas necessidades reais.