ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 06/06/2021

Desde que a televisão foi criada, a publicidade ganhou ainda mais força por conta do alcance gerado por esse meio social massificado. Representou também novos padrões de propaganda, atendendo à determinada faixa etária ou público, que estaria consumindo o conteúdo televisivo em certos horários. Assim, todo conteúdo produzido para influenciar o consumidor precisa de regulamentações, principalmente ao envolver menores de idade, pois são mais vulneráveis e, consecutivamente, facilmente influenciáveis, podendo gerar consumo excessivo e altos índices de ansiedade e obesidade infantil.

Primordialmente, a tecnologia e os eletroeletrônicos estão cada vez mais presentes na vida das novas gerações, representando os meios mais influentes ao formar opinião, senso crítico e interferir no consumo. Muitos jogos oferecidos nas plataformas de videogames e celulares possuem partes ou versões “plus”, que só podem ser adquiridas através de pagamento, fazendo com que crianças e jovens gastem quantias exorbitantes para participarem do que faz sucesso no momento e comprometendo o sustento familiar em alguns casos.

Não só influi na parte financeira, mas também na parte psicológica e alimentar. Comerciais com apelo de brinquedos e personagens infantis famosos são recorrentes, principalmente envolvendo redes de fastfood. Ao utilizar desses artifícios, mexem diretamente com o psicológico do público jovem e incentivam o consumo compulsório de alimentos, o que provoca transtornos psicológicos como a ansiedade e contribui efetivamente para um número alarmante de crianças com obesidade infantil.

Dado o exposto, é fundamental que o conteúdo direcionado ao público com menos de 18 anos seja comedido e possua avisos quanto aos riscos de um possível vício econômico ou alimentar. O Ministério da Saúde, aliado ao CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), deve criar parâmetros que condicionem o que é veiculado, a fim de manter benéfico para a saúde mental infantil, além de criar avisos sobre o consumo excessivo de alguns produtos e o quanto pode ser maléfico. Logo, terá um controle maior das interferências geradas por anúncios e permitirá que os menores de idade não fiquem tão suscetíveis às milhares de técnicas envolvendo publicidade e propaganda.