ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 11/06/2021
Na obra “crianças do consumo: a infância roubada” da escritora norte-americana Susan Linn, é retratado como as crianças tornaram-se meio de manipulação das grandes empresas e corporações, abordando a problemática do desenvolvimento infante com a presença do marketing. Afinal, a maioria das empresas investe nesse setor, pois é mais fácil induzir o público a compra. Infelizmente essa realidade é intensamente observada no cenário brasileiro. Uma vez que a publicidade infantil apresenta barreiras na concretização de uma sociedade equilibrada. Diante dessa perspectiva, é válido analisar os impactos psicológicos associado a uma geração extremamente consumista.
Em primeiro plano, é válido ressaltar o desequilíbrio psicológico causado pela grande propaganda gerada para o público infantil. Muitas doenças crônicas, como a obesidade são impulsionadas por esses fatores, uma vez que, o merchandising de produtos alimentícios é diretamente ligada ao público infanto-juvenil, utilizando-se de personagens, linguagem pueril e embalagens chamativas. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 41 milhões de crianças com idade de 5 anos, apresentavam sobrepeso. Evidenciando, como o marketing para esse público corrobora com a saúde de milhares de crianças e adolescentes.
Ademais, é fulcral apontar a cultura consumista como um impulsionador do problema, visto que, as crianças não possuem discernimento para consumir propagandas, pois tudo que chame a atenção das mesmas é fator decisivo para se desejar o produto. Ou seja, quanto maior o número de publicidade gerada maior será o consumo, criando um círculo vicioso que afeta diretamente no seu desenvolvimento. A exemplo da campanha criada pela empresa “Mundial” no ano de 1992, apresentando uma criança exibindo uma tesoura de personagens, dizendo a seguinte frase “eu tenho, você nao tem”, criando uma ostentação acerca de outras crianças, manipulando-as para o consumo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Diante disso, o Ministério de Justiça e Segurança Pública, deve desenvolver medidas que barrem a publicação de propagandas com o teor infantil em todas as plataformas de transmissão, estabelecendo multas e restrições para o setor publicitário que descumprir tais medidas. Dessa forma, as crianças não poderão ser persuadidas e manipuladas, preservando a integridade e crescimento das mesmas. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma nova perspectiva, diferente da apresentada em “crianças do consumo”.