ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 14/06/2021

Atualmente vive-se no mundo do consumismo, o qual usa do marketing como ferramenta para dispersão dos produtos, sejam eles destinados ao público adulto ou infantil. Nesse segundo universo é discutido justamente sobre a publicidade para crianças em questão no Brasil, já que até abril de 2014 ela não era muito regulamentada, causando uma promoção do consumismo exagerado pois, esses produtos não são essenciais e na infância o gatilho da manipulação do marketing  é mais sensível.

Em primeiro plano pode-se observar que a publicidade infantil tem apenas uma finalidade, vender a ideia que determinado produto ou serviço é essencial para a criança. No entanto, ainda é questionável o quanto dessa finalidade é real, principalmente ao analisar o impacto desses produtos no desenvolvimento: de acordo com a linha pedagógica Waldorf, brinquedos e desenhos dessa nova era globalizada podem atrasar ele. Com isso, é possível perceber que na própria essência da finalidade da publicidade para as crianças está o consumismo exagerado, já que mesmo com a pedagogia Waldorf afirmando que para o desenvolvimento do pequeno, poucos são os produtos necessários, essa ideia de necessidade é a que dita o mercado, afinal ainda são vendidos andadores- os quais se encaixam nesse grupo de desnecessários mas muito lucrativos por causa dessa visão de essencialidade, visto que psicopedagogos não recomendam a compra deles com o intuito do desenvolvimento motor infantil.

Ademais, neste mundo globalizado, a propaganda gera- até nos adultos- um gatilho de compra, pois o produto é lançado como imperdível. Entretanto nas crianças esse gatilho é ainda mais efetivo pelo apelo emocional, por causa do uso de personagens: quando um pequeno vê um brinquedo do Mickey, por exemplo, ele o desejará apenas por ter seu desenho preferido. Esse fenômeno mostra-se real quando analisa-se que alguns países, como a Suíça, proibiram a utilização desse tipo de propaganda, a qual ainda é utilizada no Brasil. Dessa forma, a questão da publicidade infantil deve ser revista como um todo, mas principalmente por permitir que o consumismo seja excessivo a partir da geração de gatilhos emocionais nas propagandas.

Portanto, é evidente que a maneira como o país lida com a publicidade infantil deve ser mudada. Para isso, a CONAR em parceria com os pais, deve ao máximo regular as propagandas destinadas às crianças, impedindo que personagens seja usados com o intuito de aumentar o lucro, isso deve acontecer por meio de uma fiscalização do produto antes dele ser comercializado, com a finalidade de diminuir o consumismo exagerado.