ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 18/06/2021
Em 1959 Ruth Handler criava a boneca Barbie que foi um grande sucesso na época. Na atualidade esse sucesso permanece, inclusive no Brasil. Frequentemente, podemos encontrar o rosto da boneca em diversos produtos, tais como, material escolar, roupas e sapatos. Esse êxito da boneca não se dá apenas pelo seu significado, mas também pelos seus mais de 60 anos de propaganda publicitária bem-sucedida. Essas propagandas moldaram o futuro de várias pessoas e causaram sérios problemas, como, por exemplo, o consumismo e o endividamento de diversas famílias.
Em primeiro plano, como já dizia Machado de Assis, “É trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos”, porém as campanhas publicitarias estão moldando o pensamento infantil e gerando adultos inconscientes. Essa manipulação ocorre na estimulação do pensamento capitalista e seus conceitos principais são, consumir desenfreadamente produtos sem a menor necessidade. Relacionado a isso, diversas campanhas publicitárias contribuem severamente para esse problema, demonstrando para as crianças uma necessidade inexistente de possuir cada vez mais coisas, modificando seu modo de pensar e agir, alterando assim as futuras gerações. Com isso, os futuros adultos tendem a crescer com a realidade distorcida e sem o mínimo de consciência financeira.
Ademais, é nítido que a publicidade infantil descontrolada evidencia um grande problema financeiro vivenciado por diversas famílias. Exemplo disso, é a pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), foi comprovado que muitos pais não conseguem arcar com todos os produtos que a criança influenciada acredita querer, e que, para agradar seus filhos, acabam muitas vezes se endividando. Como consequência disso, a criança também pode crescer com um sentimento de frustação e tristeza, pois muitas acreditam não estarem recebendo o que se é de direito, tendo reflexo direto em sua vida adulta.
Desse modo, para impedir maior propagação de propagandas nocivas às crianças, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), deve criar restrições muito mais rígidas e severas, controlando melhor o que circula nas mídias. Além disso, evitar associação de personagens infantis e limitar o horário de exibição desses comerciais, aumentando assim, o controle ao tipo de exposição que essas crianças serão submetidas. Com essas medidas, deve-se reduzir a manipulação infantil, diminuindo o consumismo e melhorando a situação financeira de muitas famílias, garantindo bons cidadãos no futuro.