ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 29/06/2021
Para o sociólogo Zgmunt Bauman, a sociedade hodierna, vive o fenômeno da modernidade líquida. Esse processo é caracterizado pela rápida mudança naa relação social e uma fragilidade nela. No Brasil, a publicidade infantil demostra uma nova forma de dinâmica, que lamentavelmente, influência desde cedo o consumismo desacerbado. Com isso, infelizmente, graves consequências tendem a ser criadas.
Em primeira análise, vale destacar que a propaganda infantil, na nação, tende a incentivar o consumismo exagerado em crianças. Isso é, na modernidade líquida, muitos indivíduos compram produtos de forma descontrolada e o marketing para crianças pode ‘‘alimentar’’ o dilema. Sob esse prisma, para o filósofo Guy Debord, no mundo contemporâneo, o ter passou a valer mais do que o ser. Ou seja, o fato de ter ou não, um determinado produto define o indivíduo dentro da piramide social. Nessa perspetiva, os menores de idade também são vítimas desse mal que é produzido pela indústria capitalista. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação- MEC - atenuar essa questão no Brasil. Outrossim, a publicidade infantil é um enorme dilema para toda a sociedade. Em outras palavras, dentro dessa conjuntura as crianças são as maiores vítimas. Por exemplo, em alguns casos, elas podem sofrer bullying ou alguma categoria de preconceito, pelo simples fato de não possuir o último brinquedo lançado por uma determinada empresa. Nesse prisma, fato social, para o sociólogo Emille Durkhein, fato social é compreendido como uma maneria de agir e de pensar de um grupo. Nessa óptica, o marketing direcionado para a minoria social pode ser visto como um fato social perpetuado pelas elites. Dessa maneira, o Estado deve regulamentar tal imbróglio.
Destarte, é fundamental o combate aos problemas causados pela publicidade infantil. Para isso, o MEC- uma vez que a sua função é administrar a educação- deve atuar na criação de campanhas contra o consumismo nas escolas e cursos. Ele atuaria por meio de psicólogos que tentariam mudar a mentalidade das crianças, demostrando os malefícios de comprar um produto apenas porque o amigo possui, ou passou na televisão. Com a finalidade de uma diminuição no consumo descontrolado e a formação de jovens e adultos mais conscientes.