ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 11/10/2021
Na obra “Crianças do Consumo: a infância roubada” da escritora norte-americana Susan Linn, é retratado como as crianças tornam-se meio de manipulação das grandes empresas e corporações. Infelizmente essa realidade é intensamente observada no cenário brasileiro. Uma vez que, a publicidade infantil apresenta barreiras na concretização de uma sociedade equilibrada. Diante dessa perspectiva, é válido analisar os impactos psicológicos associado a uma geração extremamente consumista.
Em primeiro plano, é válido ressaltar a problemática psicológica causada pela grande propaganda gerada para o público infantil. Muitas doenças crônicas, como a obesidade, são impulsionados por esses fatores, uma vez que a publicidade de produtos alimentícios é diretamente ligada ao público infanto-juvenil, utilizando-se de personagens, linguagem pueril e embalagens chamativas. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 41 milhões de crianças com idade de até 5 anos, apresentavam sobrepeso. Evidenciando como o marketing para esse público corrobora com a saúde de milhares de crianças e adolescentes.
Ademais, é fulcral apontar a cultura consumista como impulsionador do problema, visto que, as crianças não possuem discernimento para consumir propagandas, pois tudo que chame a atenção das mesmas é fator decisivo para se desejar o produto, ou seja, quanto maior o número de publicidade gerada maior será o consumo, criando um círculo vicioso que afeta diretamente no desenvolvimento cognitivo. A exemplo da propaganda criada pela empresa “Mundial” no ano de 1992, apresentando uma criança exibindo uma tesoura de personagens, dizendo a seguinte frase " eu tenho, você nao tem", gerando uma ostentação acerca de outras crianças.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Diante disso, o Ministério da Justiça, deve desenvolver medidas que narrem a publicação de propagandas com teor infante em todas as plataformas de transmissão, estabelecendo multas e restrições para o setor publicitário. Dessa forma, as crinaças não poderão ser persuadidas e manipuladas pelas grandes empresas e corporações, preservando a integridade e crescimento das mesmas. Construindo, uma nova perspectiva diferente da apresentada em “Crianças do Consumo”.