ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 27/08/2021

Na sociologia geral, observa-se que a Escola de Frankfurt apresentou como parâmetro conceitos voltados às informações e sua influência na sociedade como forma de explicar a indústria cultural e a notoriedade do consumo. Sob este viés, é visto que a intenção publicitária está intimamente ligada ao público infantil, afinal o ideal de persuasão é concedido por meio de artigos colecionáveis ou seres chamativos. Dessa maneira, é notóro que a autorregulamentação ainda é ineficaz no Brasil, posto que o Estatuto da criança e do adolescente garante a integridade física e psíquica, preservando a identidade infantil e afirmando a mínima exposição.

Nesse cenário, Bauman aborda o conceito de “modernidade líquida”, definida como uma sociedade atual na qual tem deixado as convenções sociais e cada vez mais tem estado voltada às tecnologias e informações. Segundo o argumento supracitado, é dado que a indústria cultural está ligada principalmente ao público mais vulnerável, como as crianças, ainda que desde jovens estas tenham que desenvolver práticas de consumo responsáveis, influenciados por atitudes parentais.

Correlativamente, as leis nacionais têm sido insuficientes quando estas de fato não são aplicadas, afinal  o setor de marketing muitas vezes garante acordos com o governo, como observado no Brasil, assim como apresentado pela OMS e a Conan. Apesar disso, o ECA (Estatudo da criança e do adolescente), em seu artigo 17, firma a preservação de imagens e objetos pessoais voltados aos mesmos, sendo que a parte social e psíquica torna-se afetada com a exposição exacerbada e incontrolável.

Diante do exposto, é necessária a afirmação da aquiescência pela população, dado que o controle informacional evita abusos e divulgações falsas. Destarte, cabe aos pais adotarem práticas consumistas moderadas e evitar que desde jovens as crianças se tornem suscetíveis à exposição, algo que poderá ser firmado por meio de atividade lúdicas e lazer, a fim de garantir a distração e a sociabilidade do indivíduo. Além disso, o governo federal deveria asseverar por intermédio das leis, os artigos de preservação identitária , firmando normas que minimizem os apelos de marketing e a influência destes sobre o público infantil, para que gerações pósteras desenvolvam métodos eficazes de entreternimento sem interferência tecnológica ou informacional.