ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 27/08/2021
Desde 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê proteção integral desses jovens. Conquanto, o que é visto hoje, 31 anos depois, são propagandas infantis persuasivas e abusivas sem o menor cuidado com essa geração. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas da necessidade de discutir a respeito da publicidade infantil no Brasil, tanto no âmbito social e ambiental quando no educacional.
Em princípio, é indubitável que submeter a criança e o adolescente à propagandas cujo intuito é incentivar o consumo desenfreado é uma insensatez e um absurdo. Sabe-se que, boa parte dos países europeus já possuem uma regulamentação mais efetiva acerca da publicidade infantil, como a proibição desses comerciais em determinados horários e a utilização de personagens famosos. Tal resolução se dá pelo fato de saberem que isso pode afetar no psicológico em formação dos jovens, que crescerão manipulados, desinformados e sem consciência consumista, além de trazer graves prejuízos para o meio ambiente, pelo lixo gerado. Nesse sentido, é essencial regulamentar a publicidade a fim de coibir essa problemática.
Além de controlar esses anúncios, também é fundamental preparar a criança e o adolescente para identificar as manipulações do marketing infantil. Alude-se que, segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação é a principal ferramenta de mudança e melhoria na sociedade. Sob esse viés, é de extrema importância instruir os jovens sobre o consumo, suas consequências, práticas conscientes e possíveis apelos que a publicidade apresenta para que eles cresçam responsáveis com o mundo que vivem. Portanto, faz-se necessário acrescentar o ensino do marketing no ambiente escolar com o objetivo de impedir a persuação advinda da publicidade infantil.
Infere-se, destarte, que ainda há entraves na regulamentação da publicidade infantil. Cabe então, ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitário (Conar) criar barreiras no marketing infantil, como estipulação de tempo de tela, além de fiscalizar o quão prejudicial determinada propaganda pode ser para a formação do jovem. Aliado a isso, o Ministério da Educação deve capacitar professores para abordar o tema da publicidade, nas salas de aula, com a finalidade de educar essa geração para receber informações de maneira crítica e consciente. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.