ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 29/08/2021

No documentário “Criança, A Alma do negócio”, a cineasta Estela Renner analisa os efeitos que a publicidade tem em relação às crianças, mostrando como a indústria descobriu que elas são o foco. Dessa maneira, expondo como no Brasil, a publicidade infantil influencia fortemente no cenário da sociedade, já que, estimula o consumismo desde cedo, além de, sua fiscalização ser demasiadamente complexa. Dessa forma, esse tipo de propaganda se mostra muito influente na sociedade.

Em primeira instância, verifica-se como a propaganda pode instigar o consumo exagerado da população infanto-juvenil, por serem facilmente influenciáveis, como sugere Willian Shakespeare: “o amor é como as crianças, deseja tudo o que vê”. Assim, a indústria consegue por meio de recursos persuasivos, tornar as crianças consumistas, consoante com o pensamento do filósofo Jean–Jacques Rousseau: ”o homem nasce bom, a sociedade que o corrompe”. Logo, levando a população do futuro a consumir cada vez mais.

Por conseguinte, nota-se a dificuldade de fiscalizar as propagandas voltadas ao público mais jovem, haja vista que, os meio de comunicação desde a Terceira Revolução industrial, o surgimento da internet e a crescente globalização, vem evoluindo velozmente, cada vez mais rápidos e com maior alcance. Desse modo, a fiscalização se torna muito mais difícil, precisando de fiscais muito mais treinados.

Em síntese, percebe-se que a publicidade infantil é uma questão que influencia muito no cenário da sociedade brasileira, e que precisa ser evitada. Para tanto, urge que o CONAR, organização não governamental encarregada da regulação publicitária no Brasil, aumente em quantidade e qualidade a fiscalização das propagandas voltadas às crianças, por meio de preparação de seus fiscais, habilitando-os a lidar com os diversos meios de comunicação existentes, a fim de, diminuir a ocorrência de publicidade infantil e garantir os direitos da criança providos pela Constituição. Destarte, a sociedade do futuro terá pensamentos menos consumistas e os mais jovens não serão aproveitados.