ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 13/09/2021

O aumento contínuo da publicidade infantil na sociedade brasileira é explícita. Assim, essa situação deve ser combatida, pois os mais prejudicados são os públicos infantis. A publicidade infantil quando não controlada influencia negativamente as crianças, porque é a fase de descobrir coisas novas e isso pode servir como espécie de doutrinação fazendo com que elas ajam da mesma forma que elas assistem as propagandas e publicidades. Nessa perspectiva, tornam-se interessantes certas observações sobre os principais pontos que intensificam essa problemática: a falta de supervisão e controle Estatal na aplicação mais rígida das leis que proíbem a publicidade infantil e a influência midiática.

Em primeira análise, a falta de supervisão e controle Estatal na aplicação mais rígida das leis que proíbem a publicidade infantil mostra-se um desafio aos menores de idade, uma vez que poucos recursos são destinados pelo Estado para a resolução dos controles de cada propaganda e publicidade. De acordo com os mapeamentos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) poucos países aceitam totalmente a publicidade infantil, a maioria proíbe parcialmente em determinados horários de transmissão e isso implica na resolução dessas dificuldades, já que é impossível controlar quando cada criança vai estar assistindo TV. Consoante a isso, faz-se mister que o Estado invista minimamente em projetos que apelam a supervisão dos responsáveis pelas crianças para monitorar o que está sendo visto.

Somado a isso, a influência midiática dificulta na execução de melhorias na diminuição de áreas de influência publicitária. Segundo o filósofo Pierre Bourdiew, “aquilo que foi criado para se tornar instrumento da democracia direta não deve ser convertido em instrumento de opressão simbólica. Para o jornalista irlandês George Bernard Shaw “o progresso é impossível sem mudanças”. Analogamente, reivindicações da sociedade pela exclusão das publicidades infantis do cotidiano brasileiro são necessários para a realização de mudanças nessa área.

Diante disso, é evidente o problema. Portanto, a publicidade infantil em questão no Brasil apresenta barreiras preocupantes. Para amenizar esse cenário, urge que o Governo Federal invista em campanhas para instruir os responsáveis para aumentar seus cuidados com público infantil e com o que se é mostrado a eles e essas campanhas sempre passarão em comerciais no horário de maior audiência televisiva e serão ministradas por psicólogos, tudo será feito com verbas governamentais que serão arrecadadas por meio de impostos, de modo que a população e o Estado formem uma aliança no combate desse problema. Objetiva-se, assim, que esse obstáculo seja menos comum no Brasil.