ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 23/09/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento com a questão da publicidade infantil. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma vasta negligência governamental agregada de uma enorme omissão familiar e escolar.

A princípio, o descaso por parte do governo brasileiro atua contraditoriamente ao de outros países do mundo, isso porque segundo pesquisas da Uol em 2014, no Brasil não há leis que impeçam a utlização da imagem infantil comercial, apenas normas formais entre estado e setor. Em contrapartida, em países desenvolvidos como Canadá e Noruega, já foram promulgadas leis que proibissem tal prerrogativa. Nessa perspectiva, tal negligência pode ocasionar na retaliação social de crianças, desenvolvimento de problemas psicológicos e na possibilidade de não dispor de uma infância comum por um longo tempo.

Ademais, outro fator importante é a questão da omissão escolar e familiar, a qual de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, são nesse dois locais onde se fundamentam a plena opinião e formação do cidadão. Todavia, contemporaneamente as famílias não estão se importando com a qualidade de vida jovial que pode ser afetada com o desencadeamento de problemas mais graves no futuro, devido à publicidade. Do mesmo modo, os colégios não se preocupam em mostrar os malefícios de uma grande exposição midiática ao cidadão, fator que induz a aceitação da proposta.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, numa ação conjunta com os ministérios, Câmara dos Deputados, escolas e famílias desenvolva políticas públicas eficazes mediante a leis firmes e na disponibilização de verbas para palestras, aulas e conversas com as crianças, tencionando propor a elas e aos familiares uma maior dimensão das consequências da exposição midiática, como também, no cumprimento da adaptação feita na bandeira nacional brasileira em 1889.