ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 04/10/2021

De acordo com a Língua Portuguesa, tem-se, nas campanhas publicitárias, a predominância da função apelativa da linguagem, a qual tem por objetivo induzir os receptores da mensagem a consumir os produtos ofertados. Nesse sentido, deve-se destacar os malefícios da publicidade infantil em questão no Brasil, tendo em vista o deficitário senso crítico dos infantes, o qual facilita a manipulação desses. Posto isso, também é cabível mencionar a carência de amparo parental como fator propulsor do cenário apresentado.

À luz dessa perspectiva, denota-se a problemática moral causada pela publicidade infantil, à medida que se beneficia da frágil criticidade desse público-alvo. Dentro desse prisma, consoante ao sociólogo alemão Karl Marx, aponta-se essa ação como um mecanismo da dinâmica capitalista com o objetivo de concretizar a lógica de mercado, ou seja, maximizar a lucratividade. Nessa linha pensamento, salienta-se a implicação moral conforme as peças publicitárias – as quais tem a intenção de fomentar a compra, segundo os conhecimentos linguísticos – aproveitam-se do carente senso de criticidade dos indivíduos juvenis, fazendo-os os consumir produtos para materializar a lógica de mercado do capitalismo. Sendo assim, corrobora-se a nocividade da propaganda direcionada aos infantes brasileiros, o que destaca a urgência por medidas governamentais de combate ao problema.

Outrossim, ressalta-se a carência de controle parental sobre as informações receptadas pelas crianças como a causa do problemático cenário abordado. Isso porque, em consonância ao sociólogo alemão Norbert Elias, a âmbito familiar representa a instituição primária de socialização, sendo, portanto, responsável pela íntegra inserção social dos indivíduos. Nesse sentido, sublinha-se o importante papel da família em acompanhar e em monitorar o conteúdo publicitário consumido pelos infantes, a fim de impedir a concretização da problemática moral supramencionada, mediante o estímulo da criticidade, a partir da leitura de livros didáticos, por exemplo. Desse modo, atesta-se a monitoração parental sobre as campanhas publicitárias receptadas pelas crianças como essencial a mitigação desse empecilho.

Em vista do exposto, é mister ao Estado brasileiro a promoção de ações combativas. Logo, cabe ao Ministério das Comunicações criar o programa “Publicidade consciente” – o qual deve ser direcionado as empresas publicitárias –, por meio da adição à agenda ministerial, com o fito de orientá-las sobre implicações morais causadas pela publicidade infantil e os impactos negativos gerados pelo cenário instituído por essa. Por fim, é dever do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos alertar as famílias sobre a necessidade de acompanhar o conteúdo publicitário consumido pelos infantes.