ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 15/10/2021
As publicidades têm como principal objetivo persuadir um determinado grupo, visando que este deseje e posteriormente adquira um produto ou serviço, que, muitas vezes, é supérfluo e dispensável. As publicidades infantis foram por muito tempo transmitidas em horários estratégicos, para que estas atingissem seu público alvo com sucesso, provocando um desejo nos infantes. No entanto, a grande capacidade persuasiva das publicidades, em conjunto com a falta de discernimento infantil, pode ser de grande risco e acabar tornando as crianças do presente adultos consumistas no futuro.
“Eu tenho, você não tem”, é uma espécie de jingle cantado por uma criança em uma propaganda de um produto infantil do Mickey. Esse tipo de comercial prova o objetivo das publicidades infantis e mostra que muitas, tal como a citada, podem ser antiéticas, tendo em vista que, de forma provocativa, induzem crianças - seres ingênuos por natureza, a sentirem uma espécie de necessidade de adquirir um produto para que se sintam incluídas ou até mesmo completas, assim, estabelecendo desde cedo uma relação entre prazer e compras.
Além disso, o uso da imagem de personagens fictícios ou reais, tal como feito na publicidade citada no parágrafo anterior, é uma poderosa arma utilizada por empresas na criação de anúncios e explicita a intensidade da persuasão existente nas propagandas infantis. Ao se depararem com seus ídolos utilizando ou recomendando determinado produto, os infantes passam a desejar aquele produto intensamente, numa tentativa de se igualar aos que admiram, e, ao terem seus desejos negados, os pequenos se sentem extremamente frustrados e estressados, causando, às vezes, problemas como ansiedade, TDAH e raiva.
Diante desta questão, é evidente a necessidade de intervenção por parte não só do estado, mas também de famílias e escolas, que estão em constante contato com as crianças, para que estas possam educar e conscientizar as crianças, os incentivando a não consumir produtos e conteúdos que em nada as agreguem. Desta forma, as crianças do presente se tornarão adultos que serão o futuro de um país não consumista, consciente e menos influenciável pela mídia.