ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 15/10/2021
Segundo o sociólogo francês Émille Durkhein, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Nessa perspectiva, a manipulação do comportamento infantil por meio de comerciais direcionados a esse público, gera um ambiente patológico, o que desfavorece o progresso coletivo. Por isso, é relevante destacar a negligência do Estado e a influência negativa da mídia como fatores que corroboram para essa conjuntura.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a problemática. Sob esse viés, o filósofo pré-socrático, Pitágoras, afirma que é necessário educar as crianças para que os homens não sejam castigados no futuro. Entretanto, a não abordagem de temas como consumismo e manipulação por meio da propaganda durante o ensino fundamental, evidencia a lacuna presente no sistema educacional brasileiro, já que as crianças permanecem sujeitas a influência de comerciais e anúncios, sem estarem conscientes de suas responsabilidades como consumidoras.
Ademais, é importante analisar a influência negativa da mídia nesse processo. Nesse sentido, durante a segunda metade do século XX, em um contexto de guerra fria, os Estados Unidos exerceu grande influência no Brasil, promovendo uma cultura de consumismo. Nesse prisma, as mídias sociais contribuem fortemente para a difusão desse comportamento, já que por meio da veiculação de anúncios e propagandas, ela estimula os indivíduos a consumir, principalmente os mais vuneraveis e desinformados, como é o caso das crianças.
Depreende-se assim, a necessidade de combater esses obstáculos. Assim, é dever do Ministério da Educação, por meio da abordagem de temas como o consumismo, conscientizar as crianças a respeito de suas responsabilidades como consumidoras. Além disso é necessário que o Ministério da Justiça proiba o aparecimento de anúncios destinados ao público infantil nas mídias sociais. Dessa forma, consolidar-se-á uma sociedade livre de patologias, tal como afirma Émille Durkhein.