ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 27/10/2021
As crianças são facilmente influenciadas.
A publicidade já alcançou um patamar absurdo no passado, incentivando preconceito, Bullying, má educação, consumismo e até drogas para crianças na época em que médicos receitavam cigarros. Quando finalmente expuseram os males que bebidas alcoólicas, cigarros e drogas causam, percebeu-se que crianças eram facilmente influenciadas por esse tipo de exposição, imitando os maus hábitos dos adultos com produtos considerados normais na época, como os cigarros de chocolate. Com os ques-tionamentos e críticas pesados, passaram a regulamentar anúncios na TV e outros meios de comunicação para proteger as crianças. Mas se a publicidade foi regulamentada, por que isso ainda é tema de debate nos dias de hoje?
O problema se estendeu com as empresas se aproveitando de criadores de conteúdo autônomos, como os “youtubers”, termo comum utilizado na comunidade da plataforma do YouTube, que se popularizaram expondo suas riquezas materiais. As empresas perceberam que a falta de anúncios pra crianças na TV fez dos youtubers uma ótima alternativa para seus problemas. Utilizando-se do mesmo princípio psicológico popularmente conhecido como inveja, o criador de conteúdo grava um vídeo desembrulhando os seus itens caros recém obtidos, despertando o desejo de posse das crianças. As empresas doam produtos aos criadores, esperando que mais crianças comprem esses produtos por sentirem o desejo, lucrando milhares de vezes o investido, pois se quer precisaram alugar um horário de um canal de televisão.
Como, no Brasil, o governo não regula diretamente cada anúncio, as empresas se reúnem e fazem acordos para regulamentar e manter suas influências e seus negócios estáveis, manipulando o psicológico dos jovens e dos adultos. A melhor e mais confiável forma de um pai garantir que seu filho está a salvo de manipulações externas é fiscalizando manualmente cada conteúdo consumido. Infelizmente, até mesmo crianças menores de dois anos de idade podem ter acesso à internet e consumir sem limites e sem filtros enquanto seus pais se ocupam de outras coisas despreocupados. A culpa não pode ser atribuída exclusivamente aos pais ou às empresas, os pais têm o dever como protetores de regulamentar o consumo, mas fica complicado se o único conteúdo oferecido for consumista e desenfreado.